3 de outubro de 2026
Inusitado

Macaco chama a atenção de moradores no Figueroa

Por Caçador Online

O bairro Figueroa tem um morador inusitado. Em uma área verde, próximo as casas, um macaco já é conhecido da vizinhança. Alguns o chamam de Chico, outros de Caco. Dócil, o animalzinho desce das árvores e vem comer na mão dos moradores. “Desde dezembro que ele apareceu. Nós demos comida e ele foi ficando”, conta o aposentado Pedro Dias Gonçalves.

De espécie bastante brincalhona, o mico “passou dos limites”, segundo os moradores. Nesta quinta-feira, 23, eles ligaram para a Rádio local contando a história do bicho e pedindo uma providência para que ele seja levado para um local adequado. “Na verdade ele sempre foi um sapeca, mas a gente acaba se apegando. Não lligamos para a polícia por medo de estar fazendo alguma coisa errada”, explica a dona de casa Irene Marques.

Os relatos da “artes” do mico são inúmeros. O passatempo preferido é levar objetos. “Ele leva sabão, escova, roupas do varal, calçados e se descuidar entra em casa atrás de comida. A horta a gente nem planta mais porque ele destrói, as frutas das árvores arranca tudo”, afirma Irene.

O Sr. Augusto, um dos primeiros moradores  mais antigos da região, reclama que o macaco “rouba” ovos do galinheiro. “Outro costume dele é tomar água na torneira e deixar aberta. No final do mês a conta vem salgado”, lamenta.


Flagrado na porta do galinheiro


Comendo o ovo


Na chaminé da casa

Além dos trastornos no dia-a-dia da população, os moradores querem a retirada de Chico para evitar que alguém o machuque. “Vem gente de todo bairro para ver o bicho e as professoras também trazem os alunos. A molecada joga pedra e nós temos medo que alguém de um tiro nele”, comentam.

De acordo com a Polícia Ambiental, não há equipamentos adequados para a captura do animal. “Mesmo próximo do perímetro urbano o macaco está no seu habitat. O ideal seria que as pessoas não dessem comida que naturalmente ele se afastaria”, explic a o soldado Giovani Bernadt.

Segundo o sub tentente Renato Collet, ocorrências como esta são comuns na região, e caso o animal esteja preso há a possibilidade de encaminhá-lo a um centro especializado. “Em Florianópolis há um centro de reintrodução de animais na natureza. O bicho fica em quarentena, passa por exames de zoonose e é verificado se tem condições de ser soltura no habitat natural. Caso contrário ele é levado ao zoológico”, detalha.

Nesta sexta-feira, 24, os moradores irão tentar pegar o macaco em uma arapuca para que a Polícia Ambiental possa transferí-lo.

Mais notícias