3 de outubro de 2026
Talento

Quadrinista caçadorense irá lançar dois livros em breve

Por Divulgação

Desenhar sempre foi algo espontâneo na vida do quadrinista Cleiton Patrick Danelli. Aos três anos, a avó conta que ele já pegava seus pinceis e começava a desenhar. “Na escola, sempre a última folha do caderno tinha os rabiscos, mas foi com nove anos, que eu peguei uma revistinha da Turma da Mônica e decidi que queria fazer histórias em quadrinho”, conta.

Naquela época, ele percebeu que podia desenhar e escrever as suas próprias histórias em quadrinhos.

Em 2013, aos treze anos, durante a Feira do Conhecimento de sua escola, Cleiton foi descoberto pelo Jornal Extra e foi convidado a desenhar para o jornal. Não demorou muito para a Fundação Municipal de Cultura chamá-lo também. “Aos 14 anos eu comecei a dar aulas de histórias em quadrinhos”, conta.

Antes, porém, o quadrinista fez diversos cursos e especializações com profissionais mais experientes. Entre os que destaca estão: Daniel Galieri, desenhista da Marvel, além de especializações com André Caliman e outros quadrinistas na gibiteca de Curitiba.

Após as capacitações e com a autorização do juiz passou a dar aulas na Fundação.

Nos últimos anos, Cleiton já teve diversos trabalhos publicados em revistas e jornais de Caçador e região, mas a sua publicação mais notória foi o livro “Um Rock para Caçador”.

  "Um Rock para Caçador" é um álbum de HQs, produzido por meio da Fundação Municipal de Cultura de Caçador, reunindo grandes nomes do quadrinho brasileiro, entre eles: Mario Cau, Gian Danton, Antonio Eder, José Aguiar, Walkir Fernandes, Will, Paulo Kielwagen, André Caliman, Magnon Almeida, Carol Sakura, etc.

O álbum foi um dos sete escolhidos entre cinco mil trabalhos inscritos no óscar das Histórias em Quadrinhos. “Em setembro do ano passado, eu tive a oportunidade de ir para São Paulo representar o livro. Na ocasião, a prefeitura e a Fundação de Cultura de Caçador foram citadas como as primeiras da história da história em quadrinhos a financiar um projeto desses”, comenta.

De acordo com o quadrinista, na semana passada o álbum ganhou sua versão americana e está disponível para download na internet.

Entre os seus ídolos, Cleiton destaca Mauricio de Sousa, que foi quem fez despertar a paixão pelos quadrinhos, além de Quino, desenhista da Mafalda e Antonio Eder, com quem teve a honra de trabalhar no “Um Rock para Caçador”.

Em setembro, Cleiton irá lançar sua segunda publicação na Bienal de Quadrinhos de Curitiba e no próximo ano pretende lançar outro livro no Festival Internacional de Quadrinhos (Fic), em Belo Horizonte. “Ambos serão uma novela gráfica. O primeiro é uma história infantil do cavernoso, personagem que eu criei para contar as dificuldades e como era a sobrevivência na época das cavernas. O outro será um drama que irá abordar como é o processo de criação de um artista para conviver nesse mundo da arte e ao mesmo tempo a depressão, juntar essas duas coisas e contar esse drama”, explica.

Cleiton irá lançar as duas obras de forma independente. Além dos dois livros, o quadrinista caçadorense também recebeu convite da Sergio Bonelli, editora da Itália, para desenhar uma edição do Tex, personagem de história em quadrinhos muito famoso na Itália. Os detalhes ainda estão sendo acertados.

Atualmente, Cleiton não está dando aulas na Fundação, mas está trabalhando em seu estúdio particular, o Caçador Comics.

Para o quadrinista, fazer histórias em quadrinhos já é um sonho realizado, mas ele não pretende parar por aí, seu maior objetivo é fazer um álbum que fique para a história. “Quando você publica um livro, a emoção de falar com as pessoas, de elas gostarem do seu trabalho e o reconhecimento é muito legal. Ainda quero fazer um clássico que todos se lembrem, uma publicação para todos os públicos, que faça a diferença na vida das pessoas e que elas se lembrem com carinho”.

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