Fios produzidos a partir da lã de carneiro, tingidos e entrelaçados artesanalmente, dão vida a belos trabalhos expostos a partir desta quarta-feira, 28, no espaço Via Reggia, ao lado da Peugeot.
Kako Ribas, da Pazyryk Arte Design e Ateliê, traz a Caçador uma exposição e venda de tapetes orientais, com peças que dia-a-dia estão ganhando mais espaço no mercado catarinense. Para incrementar o evento, também estão expostos trabalhos de Arte Barroca – Sacra, uma iniciativa da artista plástica Marisa Mariani Lusa.
Há 30 anos trabalhando com tapetes orientais, Kako se preocupa, além oferecer ao cliente um produto original, em divulgar a cultura mostrando a origem e a identidade de cada tapete, através dos desenhos, cores e formatos.
“Passei a estudar os tapetes e ir a fundo para saber como é feito. Me especializei nesse ramo. Quando cheguei em Santa Catarina, fiquei um ano só fazendo exposições pelo estado para que meu trabalho se tornasse conhecido”, explicou.
Segundo o profissional, o valor dos tapetes está agregado com as características de cada peça, além das informações e a história. “O mais importante é que as pessoas venham prestigiar essa exposição. Temos também o trabalho da Marisa que é muito bonito e torna a mostra ainda mais atrativa”, disse.
Serão 14 dias, ou seja, até dia 10 de junho, de exposição. No espaço Via Reggia, as pessoas poderão conhecer de perto os tapetes e as obras do Ateliê Marisa Mariani Lusa.
O local estará aberto todos os dias incluindo sábado e domingo, das 9h às 12h e das 14h às 18h30, com entrada franca.
Arte barroca
Desde criança, Marisa Mariani Lusa pratica pintura em tela, porém tomou gosto pela arte barroca, mais voltada para a arte sacra. E como é autodidata, foi aprimorando sua técnica.
“Quando comecei com a arte barroca, fazia as obras e dava de presente. Com isso as pessoas começaram a me procurar para adquirir as peças e me incentivaram para que passasse a fazer isso profissionalmente”, frisou Marisa.
A artista conta que nas suas obras tenta passar uma mensagem positiva, quebrando o sofrimento com cores. A base de seus trabalhos é em gesso e as peças são foliadas em ouro, todas com sete demãos de tinta. A finalização das obras acontece com a ajuda do sol, através do qual Marisa consegue perceber e corrigir as imperfeições.










