4 de outubro de 2026
Entrevista

Cigano, a duas lutas do Cinturão do UFC

Sensação no maior evento de luta livre, caçadorense passa férias com a família

Por Caçador Online

O caçadorense Junior dos Santos Almeida, o Cigano, sensação da maior competição de Vale Tudo do mundo (UFC), passa férias na cidade em que nasceu e onde mora até hoje sua família. Aos 26 anos, o atleta aproveita a folga entre as lutas para recarregar as baterias, através do convívio com amigos e familiares.

Em entrevista a reportagem do Portal Caçador Online, Cigano revelou que a carreira de lutador aconteceu por acaso. Ele saiu de Caçador aos 18 anos e a primeira profissão foi como garçom. “Fui viajar a passeio com um amigo para Salvador, e acabei ficando por lá. Trabalhei como garçom num restaurante por dois anos. Foi quando decidi treinar jiu jitsu na academia do professor Yuri Carlton”, conta.

A força e a inteligência de Cigano nos treinamentos chamaram a atenção do professor Yuri Carlton. Em um ano, o caçadorense evoluiu o suficiente para subir ao ringue. Na sua primeira luta de Vale Tudo, nocauteou o adversário. “O resultado foi inesperado, mas mostrou a todos meu potencial. Par mim a emoção foi muito grande e senti que era aquilo que eu queria fazer.”, lembra Cigano, apelido que ganhou devido ao cabelo longo e amarrado que usava na época.

O próximo passo na carreira de Cigano foi o boxe. Ele passou a treinar com Luiz Dória, conhecido por treinar nomes consagrados da luta como Popó, Minotauro, Anderson Silva e Vitor Belford. Em seguida vieram os títulos no Brasil e antes que ele mesmo esperava o reconhecimento internacional. Atualmente Cigano disputa o UFC (Ultimate Fighting Championship) com cinco vitórias, todas por nocaute.
Para o caçadorense, que cresceu no bairro Martello, periferia de Caçador, o sonho é o

maior possível, o título mundial. “Qualquer atleta quer ser campeão do mundo. Estou muito feliz pelo momento e me sinto preparado para buscar essa conquista. O  pessoal do UFC já falou que estou apto a disputar o cinturão e a expectativa é que se eu vencer mais uma luta, a próxima já seja valendo o cinturão”, comenta Cigano.

"Pra ser um atleta top é preciso 100% de dedicação"

Se carreira de atleta já é difícil, de lutador certamente é ainda mais dura. A dedicação precisa ser total, de acordo com Cigano. “Há quatro anos abdiquei de algumas coisas: não bebo, não fumo e procuro não sair a noite. Pra ser um atleta top é preciso 100% de dedicação”, comenta.

Em relação a modalidade, que é vista por alguns como “violenta”, Cigano discorda e afirma que o esporte ajudou na sua formação como homem. “Concordo que é um esporte agressivo, mas os atletas são altamente preparados e profissionais. Violência é quando se trata de algo inesperado, uma covardia. Acredito que quando as pessoas conhecerem a técnica envolvida nesse esporte irão reconhecer que é uma modalidade que só tende a crescer”, argumenta.

“A luta me ajudou em valores que eu levo até hoje como o respeito ao próximo, humildade, concentração, além da amizade, pois fora do ringue somos todos amigos”, conclui Cigano. O atleta se despede de Caçador no próximo domingo quando retorna a Salvador. “Quero deixar um abraço especial para os caçadorenses. Estou bastante feliz pelo reconhecimento e espero ainda dar muitas alegrias para a minha cidade”, finaliza.

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