Um ano que muitos vão querer esquecer, principalmente gestores públicos. Uma grave crise econômica que assolou o mundo interferiu diretamente em Caçador. 2009 foi marcado por diversas mudanças em Caçador e região.
Logo no início do ano, o prefeito Saulo Sperotto anunciou que as contratações seriam limitadas e tardias. A situação econômica do município estava complicada, com diminuição nos repasses de verbas estaduais e federais e na queda da arrecadação municipal.
As indústrias catarinenses e caçadorenses passam a trabalhar com cautela, devido aos impactos da crise mundial. Contratações não são mais realizadas e as demissões aumentam significativamente.
No contraposto, em Caçador a Associação Empresarial trabalha a todo vapor para buscar reverter a situação. O Núcleo de Jovens Empreendedores inicia as suas atividades logo no início do ano, com uma visão focada no futuro.
Na agricultura, a colheita do tomate começa a todo vapor em Caçador. Produtores projetam uma boa safra, o que se confirma mais tarde.
O bolso do caçadorense começa a sofrer mais em 2009. O IPTU é reajustado, o que gera revolta da comunidade. Mesmo assim, segundo a Prefeitura, índice foi justo. As tarifas de ônibus coletivos também são reajustadas.
Uma saída para a crise no setor de confecções foi o interesse e, mais tarde, a concretização, da parceria com a Hering, de Blumenau. Os contatos foram iniciados pela CDL e Ampe e empregos foram gerados. Os trabalhos seguiram a todo o vapor durante o ano, com o apoio maciço da CDL.
Até mesmo a festa mais popular do Brasil foi afetada pela crise. O Carnaval de Rua não foi realizado em 2009 pela Prefeitura, que justificou afirmando que iria concentrar os esforços na festa do município.
Entretanto, as entidades continuam o seu trabalho em busca de novos empregos. A Ampe buscou realizar parcerias com o Governo do Estado para colocação de pessoas no mercado de trabalho. Inclusive, a Ampe afirmou que as micro e pequenas empresas não foram afetadas pela crise, criando uma alternativa para a região.
Na região, Prefeituras são prejudicadas com a falta de repasse de verbas estaduais e federais. Calmon e Lebon Régis são as que mais sentem os impactos. Caçador também é afetada, com quedas constantes na arrecadação.
A Associação Empresarial de Caçador realiza uma mudança em sua Diretoria. O jovem Auri Baú assume o posto máximo, no lugar de Jovelci Gomes. A proposta é dar continuidade aos trabalhos e inovar.
O comércio de Caçador passa a dar mostras da recuperação econômica. Mesmo sendo uma das datas de maiores vendas, as expectativas não eram das melhores, mas houve um acréscimo significativo na Páscoa. A história se repete no Dia das Mães.
A busca de alternativas para driblar a crise não para. Uma missão envolvendo representantes das entidades municipais (Acic, Ampe, CDL), além da Prefeitura, viajem em busca de um modelo de desenvolvimento no Paraná. Do outro lado, o prefeito Saulo Sperotto realiza diversas viagens a Brasília, em busca de apoio dos parlamentares. A Prefeitura passa a aumentar também, a fiscalização para conseguir arrecadar mais impostos.
O Seminário de Administração da antiga UnC-Caçador reúne palestrantes de renome. Ingressos foram esgotados bem antes dos dias do evento.
Os sinais de recuperação passam a aparecer mais próximos do final do ano. Caçador começa a contratar mais do que demitir.
Visando impulsionar as vendas ainda mais no final de ano, a CDL lança a promoção Show de Prêmios. Os ganhadores foram conhecidos no dia 23 de dezembro e entrega dos prêmios aconteceu no dia 30.
A Acic auxilia novos empreendedores para criarem as suas empresas. O PRIME tem recorde de inscrições no município.
A Ampe forma, na região, uma Associação de Moveleiros. Os trabalhos são intensificados cada vez mais com a abertura para novos sócios.





