3 de outubro de 2026
Vendaval

Um rastro de destruição

Situação de emergência deverá ser decretada

Por Caçador Online

A imagem em alguns lugares é assustadora. Árvores caídas misturam-se com telhas de fibra e com folhas que vieram de outros lugares. Moradores tentando limpar o barro trazido pela água e secando a chuva que insiste em entrar pelas aberturas no telhado.

Boa parte da cidade ainda está sem energia elétrica, já que árvores caíram sobre a fiação. Equipes da Celesc são vistas por toda a cidade, trocando fios e até postes que vieram abaixo com o vendaval.

Entre as pessoas, um ar de surpresa e desânimo toma conta. Diversos bairros foram atendidos e, de acordo com o chefe da Defesa Civil de Caçador, Sérgio Bisotto, ocorrências não param de chegar.

No bairro Santa Clara e Tabajara, árvores estão no chão e casas destelhadas. Em um dos locais, um pinheiro caiu e atingiu a fiação elétrica e destruiu um carro. “Eu nunca tinha visto algo parecido”, disse a moradora, juntando alguns galhos do chão, enquanto os homens cortavam a árvore que deixava apenas metade da pista aberta.

No caminho para o bairro Rancho Fundo, mais árvores no chão, já cortadas pelos moradores. No clube, um eucalipto enorme veio abaixo com a força do vento.

Um grande estrago foi registrado da empresa Guararapes, onde a parte frontal foi amassada e parte do telhado dobrada.

Na mata em frente à fábrica, a marca de onde veio o vento. Em uma faixa, árvores tiveram as suas copas arrancadas como se fosse a machado. Outras estavam no chão. Algumas ruas ficaram bloqueadas e as árvores tiveram que ser cortadas para liberar a passagem.

No interior, a marca do vento
Nas comunidades do interior, a situação é ainda pior. Na Linha Rio Bugre, por exemplo, a imagem parece uma cena de guerra. Em meio à densa mata de araucárias, a faixa de destruição fica bem marcada. Pinheiros altos estão no chão.

Os moradores estão sem luz e telefone porque as árvores caíram sobre a fiação. Postes foram derrubados e casas e galpões destelhados. “Parecia que o mundo ia ser arrancado do lugar. Um pinheiro chegou a ficar deitado por cima da minha casa, mas por sorte não a atingiu”, afirmou um morador, que estava terminando de cortar os galhos da árvore.

“Foram pouco mais de dez minutos de vento forte, que batia as janelas e nós só escutávamos as folhas e galhos sendo jogados contra a casa”, afirmaram mais alguns moradores.

Na Comunidade Servos da Misericórdia a maior destruição foi registrada. Um barracão foi destelhado e as barracas que estavam preparadas para um retiro espiritual vieram abaixo. Mesmo assim, a casa onde abriga os missionários e as pessoas em tratamento não teve avarias.

As comunidades de São Francisco e Castelli também foram umas das mais atingidas pelo vendaval.

Situação de emergência deverá ser decretada
De acordo com Bisotto, a Defesa Civil está apenas reunindo alguns dados para embasar o pedido da Prefeitura de Situação de Emergência.

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