Artista caçadorense busca patrocínio para viabilizar publicação que evidencia município
O artista caçadorenses, mestre em Artes Visuais Roberto Moreira Júnior,está buscando viabilizar o lançamento de um livro. Terra, Madeira e Trilho é uma publicação de 56 páginas, com uma coletânea de fotografias feitas entre os anos de 1996 e 2006, trazendo retratos das paisagens da ferrovia de Caçador.

Segundo ele, todas as fotos são inéditas. “Pensei em fazer exposição, mas isso é algo temporário. O livro é uma forma de deixar registrada esta parte da história do município”, afirma.
Praticamente concluído, o artista pretende lançar o livro ainda no mês de março, fazendo parte das comemorações do aniversário do município. “Meu único problema é a falta de patrocínio”, diz, afirmando que está com o projeto pronto e que o custo final é de R$ 25 mil.
Moreira Junior busca o apoio de empresas, que podem abater esse valor do ICMS. “O que está em jogo para os empresários e industriais que recolhem o ICMS, é o crédito no pagamento deste (nesse caso são os contadores que cuidam desse processo). O sistema é simples, ao invés de repassar o valor do ICMS arrecadado ao Governo, converte-se esse valor (no caso o valor do projeto), na produção do livro”, afirma o artista.

Projeto falará essencialmente de Caçador e não terá apoio da Prefeitura
De acordo com o artista, o projeto, apesar de ser especificamente de Caçador (ferrovia do Contestado), infelizmente não pode contar com apoio financeiro da Prefeitura através de sua recém criada Fundação de Cultura. “Não existem verbas nem para as atividades de rotina da Fundação, imagina para apoiar (financeiramente) projetos deste porte”, diz Moreira Junior.

Apesar do valor do projeto não ser tão alto, em se tratando da impressão de mil exemplares de um livro, que terá as páginas coloridas de distribuição gratuita, ele lamenta não se poder contar com a Fundação que em seu princípio seria Cultura.
O artista diz ainda que outro detalhe na Cultura é a Lei de Incentivo do Estado de Santa Catarina, que no fim do ano 2007 incluiu o decreto 406, que cada proponente dos projetos aprovados no "Funcultural" tem que captar 2/3 a mais do valor total do projeto para o próprio governo.
“Ao invés do Governo criar uma política cultural coerente, produzindo editais específicos na área, por regiões, selecionando e distribuindo dinheiro direto a produção artística, ditam leis que favorecem eles próprios. Neste projeto de R$ 15 mil que custa a produção do livro, tenho que captar mais R$ 10 mil só para o Fundo do Governo”, revela.

Artista acredita em bom senso de empresários
O artista ainda confia que possam existir muitos empresários de bom senso em Caçador e que vão auxiliar no projeto. “Acredito que numa cidade com mais de 200 indústrias, muitas delas de grande porte, no mínimo uma ou duas possam ter a sensibilidade e a consciência de estar contribuindo para a valorização da cultura na região”, completa Moreira Junior, lembrando que trata-se de um projeto de mais de 4 anos de trabalho. “Meu primeiro projeto de livro aconteceu em 2002, mas não tive êxito”.
Visitas estão sendo agendadas
“Já estou entrando em contato com as empresas e indústrias de Caçador, inclusive tenho agendado na Acic de Caçador na pessoa do presidente da Associação, Jovelci Gomes, uma reunião para apresentar o projeto”, diz, ressaltando que em muitas empresas, tem encontrado resistência, por falta de informação dos empresários que podem contribuir para memória cultural da região”.
“Espero novamente ter o orgulho de voltar para Caçador, só que desta vez, junto com o patrocinador com o apoio do Funcultural para convidar a todos para o lançamento do Livro Terra Madeira e Trilho - retratos e paisagens da Ferrovia do Contestado em Caçador”, salienta.

Centenário da ferrovia
De acordo com o artista, com a proximidade do centenário da Estrada de Ferro do Contestado (1910/2010) e a reforma da Estação Ferroviária de Caçador, existem inclusive, motivos para celebrar a preservação da história e a continuidade de sua memória.
“O projeto agrega a valorização cultural e a preservação de sua memória ao fotografar momentos específicos ao longo de 10 anos de registro da ferrovia”, destaca, lembrando que o fortalecimento da região através do acesso ao bem cultural é essencial para o desenvolvimento do Contestado, em especial a cidade de Caçador, que tem potencial para abrigar um pólo cultural no Centro-Oeste do Estado.
Distribuição gratuita
Além disso, o livro também não será cobrado. “Vamos imprimir mil cópias para a distribuição gratuita”, acrescenta, lembrando que o patrocinador terá, ainda, a vantagem de ver o seu nome, também em mil cartões postais, lembrando que o valor virá descontado no ICMS.

“Como o material será de distribuição gratuita, o patrocinador poderá ficar com uma cota para sua própria distribuição”, informa.
Todos os que quiserem ajudar ou buscar mais informações, o contato com o artista Roberto Moreira Júnior pode ser feito através do telefone (48) 9618 4018 ou trplv5@yahoo.com.br.
Quem é Moreira Junior
Roberto Moreira Junior, que nasceu em 1977 (neto do seu Moreira da Barbearia na Rua Carlos Esperança), é Mestre em Artes Visuais pela UDESC e artista plástico há mais de 10 anos com exposições dentro e fora do Estado.

Realizou trabalhos na Argentina e recentemente voltou da Alemanha para realização deste Livro, onde prepara um projeto para se aperfeiçoar na sua área inicialmente para o ano de 2008/2010.
No Brasil, o artista foi membro da Câmara Setorial de Artes Visuais da Funarte Minc no Rio de Janeiro entre os anos de 2005/2006 e anteriormente trabalhou no Museu Victor Meirelles em Florianópolis de 2003/2005, entre outras atividades.





