Afirmação é de um caçadorense que já esteve diversas vezes no aeroporto
“O aeroporto de Congonhas sempre foi um caos, tanto nos pousos quanto nas decolagens”. Com esta afirmação, um caçadorense que já viajou diversos países do mundo e esperou diversos vôos no aeroporto de São Paulo, descreve a situação do local que foi palco recentemente da maior tragédia da aviação brasileira.

A declaração acima é de um representante de uma empresa de Caçador, que preferiu não se identificar. Segundo ele, a situação complicada em Congonhas não é de hoje. Conta que diversas vezes chegou a esperar horas para pegar um avião no aeroporto mais comentado atualmente na mídia.
“Certa vez, quando vim da Rússia e fiz uma escala em Congonhas, para pegar outro vôo para Curitiba, esperei mais de 4 horas e a empresa apenas afirmava que dentro de meia hora o avião sairia e nada. Muitas pessoas se estressaram e a confusão estava armada”, destaca, lembrando que o tráfego aéreo no aeroporto é muito intenso, mas que nunca passou nenhuma situação de perigo.
“Uma vez, não conseguimos descer em Congonhas e ficamos rodando São Paulo durante 15 minutos, esperando a vez para pousar”, descreve. No entanto, para ele, não é apenas neste aeroporto o maior problema. “Em Guarulhos, a situação também é complicada. Pela manhã, todos os vôos atrasam devido à chegada dos aviões internacionais”, revela.
Ele compara a situação dos aeroportos brasileiros com os dos EUA. “Lá, em qualquer aeroporto pequeno das cidades menores, a infra-estrutura é invejável. Eles têm uma ótima aparelhagem e espaço para os passageiros, além de manter informações atualizadas a respeito dos aviões que chegam e saem de lá”, completa.
“Congonhas também têm alguns monitores mais novos devido às reformas que sofreu recentemente, mas as informações são totalmente desatualizadas. Existem alguns vôos que partiram pela manhã que ainda constam nas listas divulgadas”, prossegue na comparação, afirmando que em Guarulhos a situação é mais precária ainda, onde nem monitores não existem ainda. “Lá é quase do tempo da pedra, pois são painéis que giram com as informações, quase sempre desatualizadas”, ironiza.





