Turistas e pesquisadores de todo o Brasil vem à
Floresta da Epagri ver essas belezas
Um show da natureza, guardado para evitar a ação devastadora do ser humano. Hoje, o que restou de um dos biomas do nosso país, a Mata das Araucárias, pode ser apenas visto e fotografado, mas não mais destruído como foi há pouco mais de 50 anos.

Árvores centenárias, que na época da construção da estrada de ferro ou mesmo do auge da madeira em Caçador não foram derrubadas, se mantiveram, provavelmente à sua situação aparente. Algumas delas têm a base oca, onde uma pessoa pode facilmente ficar dentro do seu tronco. “O que acreditamos é que elas não foram cortadas apenas porque não satisfaziam às normas dos madeireiros, que tinham muitas outras árvores para derrubar”, destaca o professor de História, Nelcir Tesser.

Ele acompanhou um grupo de cerca de 20 pessoas, da UnC de Curitibanos, que fez a rota de algumas dessas majestosas árvores na Reserva Florestal da Estação Experimental da Epagri de Caçador. Enormes pinheiros margeiam a estrada que corta a maior reserva ambiental do Estado.

Na primeira parada, um Pinheiro com 22 metros de altura e 12 de circunferência (são necessárias 7 pessoas para abraçar a árvore que ocupa a 5ª posição como maior no Brasil) foi visitado. O tronco oco dá uma aparência de que a qualquer momento a imensa massa de madeira pode cair. Ao contrário disso, ela está muito firme. Mesmo assim, existe um projeto, em parceria com a Alemanha, para se concretar a base da árvore, a fim de evitar que ela venha a ceder a sua estrutura e caia.

Na seqüência, o mateiro, conhecido com seu Nelson, levou o grupo até outra raridade: um cedro, que pode ser a maior e mais antigo do Estado. A árvore tem mais de 15 metros de circunferência e cerca de 40 de altura e aproximadamente mil anos.


“Desse local, saíram diversos caminhões carregados com madeira nativa, com destino a construção da capital do nosso País. Mas as imensas árvores não eram usadas para fabricação de casas ou algo do gênero. Eram apenas usadas nas cacharias das construções de Brasília”, enfatiza Tesser, revelando que na inauguração da capital federal, empresários de Caçador foram convidados a participar da festa, haja vista, terem colaborado para que a nova cidade existisse.

Ainda na rota, algumas imbuias enormes se escondem, uma próxima da outra. Até esse lugar, meia hora de caminhada, em uma mata não muito densa, que está sofrendo os efeitos da chamada seca da taquara, que ameaça a sobrevivência de parte da reserva da Epagri. Inclusive, medidas deverão ser tomadas para que essa situação seja modificada. “Biólogos já estão fazendo estudos para que seja feito um remanejo dessa taquara, a fim de diminuir os danos ao restante da floresta”, destaca o gerente da Epagri, Luiz Antonio Paladini.

Para finalizar, seu Nelson levou o grupo de visitantes até uma cachoeira, de um pequeno riacho que atravessa toda a reserva. A vista maravilhosa faz esquecer do cansaço de todo o trajeto. A caminhada, que dura mais de três horas, é uma verdadeira aula de história e preservação ambiental.

Quem tiver interesse em visitar, deve entrar em contato com a Epagri, através do telefone 3561-2000.





