3 de outubro de 2026
Lazer

Iniciado projeto para a construção de um parque no Centro de Caçador

Por Nicole Trevisol/Folha da Cidade

A idéia é utilizar a área central mais cobiçada da cidade: o espaço que vai desde o Museu do Contestado até a ponte que dá acesso ao Estádio Municipal na Vila Kurtz.


Prefeitura já adquiriu 14 mil metros de terreno, local onde vai ser construída a área de recuperação e reeducação ambiental

Uma área de lazer que contemple os cerca de 80 mil habitantes de Caçador, um complexo que abrigue as entidades sem fins lucrativos da cidade. Este é um projeto que ainda está em fase embrionária, mas promete ser uns dos maiores empreendimentos públicos de lazer realizados em Caçador. A idéia é utilizar a área central mais cobiçada da cidade: o espaço que vai desde o Museu do Contestado até a ponte que dá acesso ao Estádio Municipal na Vila Kurtz.

Segundo Gilberto Seleme, vice-presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), toda cidade desenvolvida tem uma área de lazer. “A intenção é construir um Parque Central, com áreas de lazer, espaço temático, quadras de esportes, que supra a necessidade da população local em visitar o centro da cidade”, coloca. O vice-presidente reflete a falta de um espaço adequado para receber essa demanda citando exemplos. “Os jovens vêm para o centro da cidade nos fins-de-semana, estacionam os seus carros à beira da Avenida e ficam por ali mesmo. Isso demonstra a falta de uma área de lazer que ofereça diversão à população”.

A idéia já está definida e o projeto pronto no papel. Um total de 50 mil metros quadrados deverão ser utilizados nesse projeto inovador. A Prefeitura Municipal de Caçador já adquiriu o total de 14 mil metros quadrados numa área localizada próxima à Ponte da Vila Kurtz. “Iremos começar as obras ainda este ano, justamente nessa área que foi comprada pela Prefeitura”, assegura Saulo Sperotto, prefeito municipal.

O espaço já foi definido durante a realização do Plano Diretor, ainda no ano passado. A área total está localizada no centro da cidade, no terreno desocupado que fica em frente a Rodoviária de Caçador.

Conforme Seleme, o fato de Caçador ser uma cidade montanhosa contribuiu para que esse espaço fosse escolhido. “Caçador ficou sem espaço para uma área central, por isso não temos uma praça central. Hoje, contamos com um terreno central nobre preservado, que fica nas dependências da estrada de ferro. Com a dragagem do Rio do Peixe esse terreno ficou mais valorizado ainda, pois tem pouca chance de sofrer com as cheias”, explica ele.

Saulo afirma que o projeto será executado em partes, porém a principal delas deverá iniciar ainda este ano. “Iremos começar as obras no espaço adquirido pela Prefeitura. Lá, será feita a área ambiental, onde a população terá uma área verde própria para a reeducação e preocupação ambiental”, fala ele, reiterando que Caçador precisa de áreas de lazer. “Estamos fazendo projetos que todos sonhavam mas nunca tiveram coragem de fazer. Para que Caçador cresça ordenada e que a população tenha qualidade de vida, há a necessidade de centros de lazer como este”, frisa.

Karina Pompermayer, assessora de planejamento da Prefeitura, coloca que Caçador cresceu desordenadamente até agora, e com o desenvolvimento do Plano Diretor essa área central foi delimitada como de interesse público. “O Plano Diretor preservou a paisagem urbana sem a necessidade de novos espaços para a construção de um parque de lazer. O próprio projeto delimitou como área de lazer, cultura, essa área tem que se pública”, fala.

Parque depende de recursos federais, estaduais e municipais


O projeto da área total já está no papel e este ano as obras serão inicializadas

Realizado por etapas, o futuro Parque Central, localizado entre a Rodoviária Municipal e Museu do Contestado não tem data para estar concluído, dependendo de recursos adquiridos via Governo Federal, Estadual e Municipal. “O espaço total será dividido em áreas de esporte, histórica, de contemplação, convivência e ambiental. É nesta última área, próxima à Ponte da Vila Kurtz, em que os trabalhos serão inicializados”, afirma Karina Pompermayer, assessora de planejamento.

Uma das maiores reivindicações da população de Caçador durante a realização do Plano Diretor foi justamente áreas de lazer. “Sentimos que a população precisa disso para o desenvolvimento da cultura, entretenimento. O Plano Diretor nos ajudou a fazer o mapeamento da área”, diz Karina.

Sperotto ressalta que a Beira-rio, inaugurada ainda em 2005, foi uma pequena área de lazer para acolher a população. “Mas sentimos que é pouco para acolher os cerca de 80 mil habitantes de Caçador”.

DETALHES

A assessora de planejamento revela que o espaço total do Parque será divido em diversas áreas próprias para a ocupação de crianças, jovens, adultos e idosos. “Na área esportiva, por exemplo, teremos quadras de areia, poliesportiva, de futebol, 1.500 metros para a prática de caminhada e ciclismo, como também cancha de bocha, local próprio para o desenvolvimento de ginástica. Esse espaço ainda vai contar com estruturas que abriguem a Fundação Municipal de Esportes, fundamental para o desenrolar desse espaço, e para a Guarda Municipal”, enumera Karina.

O Parque Central ainda vai contar com um espaço de lazer voltado aos jovens, que atualmente não possuem um local propício para ouvir música ou conversar. “Nessa área, chamada de convivência, os jovens poderão ouvir música sem incomodar os vizinhos, além do local contar com estrutura de bar, mesas e cadeiras para proporcionar a integração”, cita Pompermayer.

Para Gilberto Seleme, vice-presidente da Fiesc e um dos apoiadores do Parque, essa iniciativa é inovadora. “Deve se investir na qualidade de vida da população e este Parque significa bem-estar, lazer, diversão, descontração. O pai quando quer passear com o filho vai para o centro da cidade e o Parque Central pretende fornecer um espaço que acolha essa população”, frisa, enfatizando que esse é um processo lento, mas que precisa ser desenvolvido na cidade. “O Parque vai marcar as novas gerações, pois todo mundo quer sair de casa para ir no centro. A falta de cultura em vir para o centro existe em Caçador, pois não há local onde o jovem possa escutar música ou o pai passear com o filho”, levanta.

A ÁREA

Somente 14 metros mil metros quadrados foram adquiridos do total de 50 mil que serão utilizados para a construção do Parque Central. Segundo Sperotto, o processo de convênio com a empresa proprietária do terreno ferroviário já está em andamento. “O convênio com a rede ferroviária está em fase final”.
 
Ainda no Parque, estuda-se a possibilidade de se construir um local que abrigue as entidades sem fins-lucrativos de Caçador. “Seria interessante reunir essa instituições , como AMPE, ACIC, CDL, CREA, Sebrae, Sindicato, entre outras para facilitar o deslocamento da população, como também oferecer locais para estacionamento, conferências. Além do bem-estar das pessoas que frequentarem esses lugares, pois antes de encontrar uma sala o cidadão se depara com uma área verde, bem planejada e organizada”, enfoca Gilberto Seleme.
 
Ao anunciar essa obra, o Prefeito ainda adiantou a construção de mais um complexo de lazer no bairro Jung. “Com o Parque Central pretendemos desafogar o trânsito, criar uma área de preservação, voltada à cultura, lazer e entretenimento. No Jung, faremos a ampliação da Escola Luíza Maria Barbosa, com área esportiva, de lazer para a comunidade. Estamos dando esses presentes aos dois principais pontos da cidade”, finalizou Sperotto, adiantando, como bom político, que os demais bairros também receberão praças e melhorias.

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