Por que teriam Einstein, Capra e Hawking, três renomados cientistas, sugerido que nós não existimos? Depois de aproximadamente sete anos tentando buscar uma explicação para este paradigma, o pesquisador Onofre Berton afirma ter chegado a uma resposta plausível.

Doutor em fitopatologia e pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador, Berton teve a idéia de decifrar a questão partindo de uma melhor compreensão dos átomos, partículas que compõe toda matéria que ocupa lugar no espaço.
"Os átomos são compostos por um núcleo onde se encontra praticamente toda a sua massa e por elétrons que giram ao seu redor. O espaço entre o núcleo e os elétrons, a eletrosfera, é proporcionalmente uma vasta região eletromagnética. Em uma comparação se imaginarmos um átomo com um elétron, sendo o núcleo do tamanho de uma bola de tênis, o elétron estaria girando ao redor desse núcleo a uma distância de 6 a 10 metros" , explica.
Considerando então que a massa do átomo encontra-se toda no núcleo, Berton compilou diversas fórmulas encontradas em livros de física e química até concluir que 1 cm3 de massa nuclear equivale a uma energia de 150 milhões de toneladas em peso.
Assim, juntando a massa nuclear de todos os átomos que compõe um homem adulto com 75 kg de peso, chega-se a conclusão que a massa nuclear do homem é praticamente zero, podendo dizer que não existimos. "O que os cientistas queriam dizer é que nós somos basicamente ENERGIA, que é o que existe entre o núcleo e os elétrons do átomo", finaliza Berton.
Onofre Berton
O pesquisador Onofre Berton é natural de Marau, Rio Grande do Sul. Desde a infância, vivida no meio rural, já era curioso para tentar compreender como funcionavam seus brinquedos. Hoje com 57 anos, Berton é doutor em agronomia e pesquisador da Epagri de Caçado. Autor de mais de 100 trabalhos científicos, tem dois livros publicados e comanda várias pesquisas inovadoras, uma delas é em relação à produção de biodiesel.
Confira todos os passos do estudo na íntegra












