3 de outubro de 2026
Terra

MST ocupa fazenda em Calmon

Integrantes do Movimento estão no local desde o início da manhã desta terça-feira

Por Caçador Online

Integrantes do Movimento estão no local desde o início da manhã desta terça-feira

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra ocupou, na manhã desta terça-feira, 13, uma fazenda no município de Calmon. A área tem 144 alqueires, o equivalente a cerca de 345 campos de futebol, pertence a Leonice Carneiro, que reside na cidade de Porto União. A suspeita do acontecimento foi noticiada com exclusividade pelo Portal Caçador Online há duas semanas.

Ao todo, são 150 famílias se estabelecendo no local. De acordo com João de Souza, integrante do Movimento, o objetivo é a instalação do acampamento já que o local é improdutivo. “Estamos aqui para produzir e não queremos criar conflitos com ninguém”, salienta, referindo-se a presença da Polícia Militar no início da manhã, afirmando que houve apenas um diálogo pacífico.

Souza, que é de Passos Maia, no Oeste de Santa Catarina, informou que a maioria das famílias veio de Caçador e municípios vizinhos. “Viemos com ônibus pertencentes ao próprio MST e esta ocupação está dentro da estratégia do Movimento para o Sul do País, já que há muita terra improdutiva na região”, destaca.

O integrante também explica que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) já foi informado da ocupação e irá analisar o caso para desapropriação da área. “Agora é a Justiça que irá decidir”, afirma. Questionado sobre um parecer negativo, Souza ressalta que “a luta continua”.

Ideais

Segundo Souza, o MST busca trazer de volta o povo que foi excluído pela sociedade. “São todas famílias pobres, que vieram de locais com pouca ou nenhuma condição de vida e aqui terão um espaço para produzir e tirar o seu sustento”, revela.

Além disso, o integrante conta que no acampamento existe escola para crianças de 1ª a 4ª séries e Educação de Jovens e Adultos. “A Educação para o MST é prioridade e assim que nos estabelecermos este processo irá iniciar”, finaliza.

Fazendeiros reforçam segurança

Em todo o caminho até o acampamento, capatazes dos proprietários de terras estão em alerta. No entanto, a preocupação deles é apenas manter as suas fazendas, sem conflitos.
Inclusive, alguns deles estiveram no local conversando com o MST. “Alguns arrendatários, que têm gado aqui na propriedade, já nos garantiram que irão retirar os animais o quanto antes”, disse Souza.

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