Os corajosos motociclistas de Caçador, Gilberto Moreira e Clóvis Coelho chegaram ao Brasil nesta sexta-feira, 25. No décimo quarto dia da viagem, eles cruzaram a fronteira do Uruguai com o município de Chuí, extremo sul do Brasil. Confira mais um trecho do diário de viagem dos aventureiros. Os últimos dias no Uruguai e a chegada ao Rio Grande do Sul.
Dia 24
Depois de atravessar 60 km de ferry-boat pelo Mar Del Plata, chegamos no Uruguai na cidade de Colonia de Sacramento, fundada por Portugueses em 1.810 e depois trocada com os Espanhóis pela cidade de Laguna SC. Pernoitamos em um hotel no qual achamos um carro funerário de 1.930, todo esculpido em madeira. Sacramento tem muitas construções antigas como o prédio da Prefeitura local.

Acordamos as 7h30 e percorremos 160 km até chegarmos a capital do Uruguai, Montevidéu, e fomos direto para o centro, na Praça de Independência, onde estão os restos mortais do General Ortigas, herói nacional. Cidade antiga e banhada pelo Atlântico com águas muito escuras, devido o encontro com Rio Del Plata.

Como mais nada a aproveitar, seguimos mais 180 km até Punta Del Este, cidade Balneária, com uma extensão de praia de demais ou menos 30 km, muito linda com águas do mar de cor azul turquesa. Visitamos o Hotel Casino Conrad, a referência da cidade e após fomos conhecer o balneário que é freqüentado por turistas de alto poder aquisitivo, com belas casas e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Comemos um peixe a milanesa e tomamos umas cervejas, que ninguém é de ferro. Amanhã seguiremos rumo a divisa com o Chuí.


Dia 25
O Clóvis acordou cedo, as 6 h. Por mim continuava dormindo, mas afinal tínhamos que seguir viagem cruzar a fronteira do Brasil, pelo Chuí. Até Vina Del Mar nossa quilometragem total a partir de Caçador era de 5.150 km. De tão cedo que levantamos que nem café da manhã tinha, acordamos o porteiro que fez as pressas um café forte “pra chuchu” e seguimos pela Ruta 9 rodando 400 km até o Chuí, divisa do Brasil com o Uruguai, o ponto mais ao sul do Brasil, como se diz, do Oiapoque ao Chuí. Paramos parando só para abastecer e lubrificar as correntes.


Pelo caminho estradas com campos repletos de plantações de arroz, soja, trigo e muita criação de gado, como não poderia faltar e retas intermináveis. Paramos na cidade de Chuí, que é fronteira seca para cambiar os pesos que sobraram. Após rodamos mais 200 km.
Em seguida cruzamos a Reserva Ecológica do Taim, onde tivemos que ter atenção redobrada para não atropelar a fauna silvestre, tais como capivaras, pássaros, marrecos etc. Passando por um posto de gasolina para abastecer encontramos os vidros do estabelecimento repletos de adesivos de moto clubes do Brasil inteiro, por esta estrada percebe-se que é muito intenso o tráfego de motociclistas em direção aos países da América Latina.

Ainda nesta travessia o hodômetro da Negona marcou 25.555,5 km. Orgulho do Gilberto, pois foi ele que fez esta quilometragem com a Negona. Em seguida entramos na cidade de Pelotas rapidamente só para conhecer (risos). No caminho Gilberto encontrou uns parentes, paramos para conversar, saber como estavam passando e coisa e tal, tomamos um refrigerante e chegamos em Camapuã às 17h. Amanhã seguiremos até Porto Alegre, onde amigos do Brazil Rider´s nos esperam para almoçar.







