Mesmo assim, viagem continua até o Chile
Os aventureiros Gilberto Moreira e Clóvis Coelho, tiveram problemas na sua passagem pela fronteira do Brasil com a Argentina. Acompanhe o Diário de Viagem dos motociclistas, dos dias 12, 13 e 14 de janeiro.
Dia 12
“Rodamos 120 quilômetros pela BR-153. Graças ao bom Deus, sem chuva, com destino a cidade Passo Fundo (RS), onde nosso amigo Luiz Felipe, Máster Brazil Rider´s estava nos esperado.

Em Passo Fundo: Gilberto e Clóvis com o amigo Luiz Felipe
Almoçamos e pegamos algumas dicas sobre as estradas, postos de gasolina e pontos turísticos. Após seguimos rumo a região das Missões, depois da cidade de Ijuí (RS) e conhecemos as Ruínas das Missões, datadas do ano 1.700 DC.

Em Ijuí, nas ruínas das Missões
Em seguida, rumamos para São Borja (RS), chegando sem chuva, depois de 700 quilômetros rodados de Caçador até a terra natal dos presidentes Getúlio Vargas, João Goulart e do governador Leonel de Moura Brizola”.

Em São Borja: Na casa de Getúlio Vargas
Dia 13
“Partimos as 8h30 rumo à cidade de Uruguaiana. Depois de 900 quilômetros de Caçador, finalmente chegamos a fronteira com a Argentina. Contatamos nosso amigo Carlinhos e Paulo Claus, membros do Moto Grupo Desgarrados do Asfalto, para pegar a Carta Verde, segurado que é obrigatório na Argentina, que eles gentilmente fizeram e aos quais somos gratos.

Em Uruguaiana: Com o amigo Paulo Claus, em frente à sua padaria
De posse dos documentos, rumamos à aduana argentina. Na apresentação da documentação, aquilo que estávamos prevendo, aconteceu: Gilberto não foi autorizado, pois não estava de posse de seu RG original. Tentamos argumentar com os guardas argentinos, mas não tivemos sucesso. Fazer o que, nós já estávamos sabendo do risco.

Em Uruguaiana: Ao fundo, o rio Uruguai, na divisa com a Argentina
Conversando com nossos amigos Carlinhos e Paulo (como é bom ter amigos) fomos até a Delegacia da Polícia Federal, lá nos informaram que pagando uma taxa de R$ 202,00 e apresentando a documentação, duas horas depois, Gilberto estaria liberado. Telefonemas para Caçador, e-mails e tudo mais atrás da documentação que faltava. Amanhã vamos a Delegacia da Polícia Federal. E graças aos bons amigos, esperamos que com a ajuda de Deus, amanhã cruzar a fronteira, rumo a Santiago do Chile”.

Clóvis na Ponte da divisa do Brasil com a Argentina: Problemas na aduana

Gilberto ao lado da ponte sobre o Uruguai: Amanhã, rumo ao Chile
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Dia 14
“Ontem, fomos convidados pelo amigo João Pedro, para jantar em sua Lanchonete, onde comemos uma saborosa pizza e tomamos algumas cervejas, logicamente free. Quando passarem por Uruguaina, visitem nosso amigo para comer uma ótima pizza, na rua Presidente Vargas, 2358, popular João Pedro do Trailer.

Em Uruguaiana: Os aventureiros com o amigo João Pedro do Trailer
Bem, a ansiedade era grande quando chegamos na Polícia Federal, argumentamos o ocorrido (Gilberto teve todos os documentos roubados antes mesmo de sair de Caçador. Ele fez um Boletim de Ocorrência e levou com ele o xerox de todos os documentos) e não obtivemos sucesso. Os caras foram taxativos, só poderíamos fazer de posse dos documentos originais”.
“A tristeza foi geral e a esperança de deixar as terras do meu Rio Grande amado foi por água abaixo. Fui (Gilberto) até falar com um juiz federal e não teve jeito. Eis que nem tudo parece estar perdido, alguma coisa nos iluminou e me fez lembrar que só fiz novo RG, porque o anterior estava com ao plastificação deteriorada e que estava guardado em casa.
Em seguida, liguei para meu filho Giolly e solicitei que para plastificar e remeter via ônibus, que deverá chegar amanhã, dia 15, lá pelas 16h.
Mediante esta nova situação, fomos até aduana argentina e falamos com o inspetor, explicamos a situação, que o RG original foi devolvido, e que a CNH não, só tinha a cópia.
Ele nos informou que poderíamos cruzar a fronteira e nos orientou que chegando na cidade de Passos de Los Libre, registrássemos um ocorrência de extravio da original da CNH, e poderíamos seguir viagem, porem não sobe nos informar se na aduana chilena eles nos deixariam passar.
Voltamos e fomos conversar com nosso amigo Paulo Claus, membro do Moto Grupo Desgarrados da Fronteira. Colocamos a situação e ele nos disse que ainda existia o risco de chegar no Chile e novamente dar na trave.
Eu e o Clóvis analisamos e ponderamos que estaríamos de posse do registro de extravio da CNH na Argentina. Além disso, ficamos sabendo que no Chile muitos guardas pertencem ao grupo de motociclistas. Vamos tentar, afinal, qualquer problema, pelo menos subimos a Cordilheira dos Andes”.





