Os aventureiros Gilberto Moreira e Clóvis Coelho já começaram a experimentar o tratamento dos argentinos. Tiveram um problema em um hotel, em Passos de Los Libres.
Mas nem tudo são espinhos no país platino. Lindas paisagens e um túnel embaixo do rio Paraná são algumas das imagens observadas pelos motociclistas, que estão a caminho do Chile.
Dia 16
Encontramos um hotel em Passos de Los Libres de nome Capri, não recomendamos, pois de fachada parecia ser bom, mas quando nos instalamos, o ar condicionado não funcionava, a portaria com atendimento péssimo e estava muito quente, 38ºC. Para resumir: dormimos apenas 4 horas.

Às cinco horas da madrugada, ao sairmos, teve um hospede cabeçudo que deixou seu carro impedindo nossa saída. Chamamos o porteiro e este fez pouco caso. Resultado: começamos a mexer no carro para ver se o alarme disparava e disparou mesmo. Além de acordar o proprietário, acordamos o restante dos hóspedes. Oh hotelzinho fuleiro este.
Resolvido o problema, seguimos rumo às cidades de Paraná e Santa Fé, na localidade chamada de Quatro Bocas. Tem uma fiscalização da polícia Caribenha, passamos batidos sem ser vistoriados. Após isso, começou a preocupação com a falta de combustível. Em San Jeime, tivemos que comprar quatro litros de gasolina particular que um senhor que gentilmente nos vendeu. Caso contrário, ficaríamos sem, no meio da estrada, como se fosse novidade.
Na estrada novamente, pegamos uma chuva e vento tão fortes que tivemos que nos abrigar em um ponto de ônibus por 45 minutos. Seguimos viagem e na cidade de Paraná, passamos um túnel de 3 mil metros de extensão sob o Rio Paraná, que dá acesso à cidade de Santa Fé. Lá, passamos batidos, pois precisávamos enrolar o cabo.
Entramos na Rota 19, em direção a Córdoba. Estrada boa, retas de até 60 quilômetros com os campos extensos. Muito linda a paisagem. Cegamos em nosso destino depois de 800 quilômetros rodados e muito cansados.

Nos instalamos em um hotel no centro da cidade e vim correndo para um Cyber Café atualizar nosso diário de viagem. Amanhã tem mais coisas boas. Até.
Dia 17
A noite foi boa em Cordoba, e para homenagear os cinqüentenários aventureiros, achamos o Waldorf Hotel, localizado no centro da cidade, na avenida Olmos, 513, com instalações antigas, mas confortável e com ar condicionado. A homenagem é por que ele também é cinqüentenário, pois foi inaugurado há 55 anos, fazendo parte da história da cidade.
Fomos a um barzinho perto do hotel para fazer um lanche e tomar umas Coca-Colas. Depois, partimos rumo a Carlos Paz, Cidade Balneária, distante 40 quilômetros de Cordoba, muito linda, pois está instalada ao redor do lago San Roque.

Após seguimos para a cidade de Alta Garcia para conhecer o museu de Che Guevara, um pouco por sua ideologia e com muitos questionamentos e mais pelo espírito de motociclista aventureiro.
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Pois bem, aqui cabe uma explicação. Che nasceu na cidade de Rosario, em 1928. Dos 4 aos 16 anos passou a infância e parte de sua adolescência em Alta Garcia. Em 1957, no ano de nascimento dos aventureiros, Che e seu amigo, Alberto Granado, com uma motocicleta Norton 500 cc, ano 1937, saíram em uma das muitas viagens de motocicleta pela América. Assistam o filme Diário de Motocicleta.
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A cidade de Alta Garcia está distante cerca de 50 quilômetros de Cordoba em um vale cercado de morros. Saindo da cidade, nos dirigimos a San Luiz, distante cerca de 600 quilômetros de Córdoba, passando por Vila Mercedez, onde encontramos quatro ciclistas da cidade de Córdoba, que estavam retornando e iriam fazer ao final quase mil quilômetros pedalando. Trocamos adesivos, cartões e seguimos viagem em retas de mais de 70 quilômetros. Chegando a San Luiz, às 18h para um merecido descanso.






