3 de outubro de 2026
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Willian Amarante: Mais um menino revelado em Caçador integra o Figueirense

O gaúcho estava em Caçador há dois anos atuando na Associação Marcos Olsen

Por Caçador Online

Mais um atleta revelado em Caçador, pela Associação Marcos Olsen, passou a integrar, desde segunda-feira, 4, as equipes de base do Figueirese Futebol Clube, de Florianópolis. O gaúcho Willian Amarante, de 16 anos, natural de Lagoa Vermelha, morava em Caçador há dois anos.

Conhecido entre os amigos e colegas como “Pretinho”, o menino teve uma infância simples, morando no Rio Grande do Sul. Desde cedo, percorria os campos do local jogando futebol, defendendo a equipe daquela cidade em alguns campeonatos e assim foi sendo conhecido e chamando atenção com o seu futebol.

“Quando eu tinha 14 anos, percebi que aquela vontade de jogar não poderia ficar só no sonho, algo de maior teria que acontecer. Então, decidi partir atrás do meu objetivo e com a ajuda de um tio de Campos Novos, vim parar em Caçador, mas sem indicações, sem perspectiva concreta de nada”, afirmou William.

Segundo ele, foi então na Associação Marcos Olsen que começou o trajeto para a realização do que não era mais um sonho, mas sim um objetivo: o de ser jogador. “A partir de então, mesmo sozinho, longe de casa, da família e dos amigos de infância, eu tinha certeza de que alguém bem maior estava a cuidar de mim”, disse o atleta.

A trajetória em Caçador
Em 2008, William disputou o Estadual Sub 15, a Olesc e outros campeonatos regionais. No final do ano, partiu para sua 1ª avaliação no Figueirense. Em Florianópolis, ele permaneceu 15 dias e foi dispensado, pois a vaga que buscava já era preenchida por outro menino com habilidades parecidas. “Mesmo triste, o William não desanimou e o pouco tempo que passara fora de casa fortaleceu ainda mais sua personalidade e ousadia para dar continuidade em seu sonho”, destacou a presidente da Associação Marcos Olsen, Neusa Pelegrini.

Segundo ela, ele notou imediatamente que seus amigos e a maioria dos colegas lhe receberam com admiração e alegria. “Aquele menino ainda mantinha a convicção do que queria, mas sabia que muita coisa teria que acontecer e acreditava em cada pequena oportunidade”, completou Neusa.

Então, surgiu a oportunidade de fazer avaliação no Criciúma, só que pela segunda vez, não atingiu seu objetivo e foi dispensado 8 dias após ter chegado na cidade do Sul do Estado.

Já em 2009, voltando de férias, após ter visitado a família, William estava cheio de vontade de vencer. “Além de treinar futsal 3 vezes por semana, ele começou a treinar no campo 2 vezes por semana no Caçador Atlético Clube”, contou Neusa.

William disputou vários campeonatos e, além dessa rotina de treinos, corria pelas ruas da cidade e se preparava por conta própria. Então, apareceu a oportunidade para fazer testes em mais um clube, o Grêmio, de Porto Alegre. Lá, ele permaneceu por 15 dias, mas, pela terceira vez, não conseguiu ser aprovado.

A quarta oportunidade
Passaram alguns dias e o Atlético Paranaense entrou em contato com a Diretoria da Associação Marcos Olsen em busca do atleta, devido a um amistoso que o clube tinha feito com o Figueirense na época que ele fazia teste lá.

William fez o teste com a equipe juvenil do Atlético. “Os elogios dos primeiros dias o deixaram com boas expectativas, mas após 3 semanas, ele recebeu a notícia que não foi aprovado. O que sempre chamou atenção nessas idas e vindas, foi a força de vontade do William, porque em nenhum momento, deixou de treinar, sempre com humildade e responsabilidade”, lembra Neusa.

A realização do sonho
No mês de dezembro de 2009, William participava de seu último campeonato com o CAC em Ita e, em seguida, iria para casa sem destino, de volta a Caçador. “Finalmente, ele recebeu a notícia que o motivaria: partir de janeiro, passaria a integrar a equipe do Figueirense”, destaca Neusa, afirmando que agora ele se tornaria um jogador do elenco de uma grande equipe do futebol catarinense.

“Algumas pessoas participaram intensamente com o William nesta fase, não só no aspecto profissional, mas também no espiritual e ele sempre pode contar com o suporte de todos os dirigentes e atletas tanto do Marcos Olsen como do CAC, professores e alunos do Colégio Marcos Olsen, pois sempre superou-se com sua humildade”, acrescenta Neusa.

“Foi muito importante ter ao meu lado, pessoas sérias que me suportaram e encorajam nesta etapa até agora e nas novas que ainda virão”, disse o atleta, que viaja para São Paulo para disputar a primeira competição oficial pelo Figueira.

O futuro
“O William poderá, a partir de agora, demonstrar um bom trabalho a pessoas que futuramente lhe permitirão estabelecer metas mais concretas. Assim como tudo isso foi uma grande conquista para a equipe, para o colégio, foi também uma vitória pessoal para ele, que pôde experimentar fortes emoções e desafios e, principalmente, ter a felicidade de ver seu trabalho reconhecido”, salienta Neusa.

Ela diz ainda que a caminhada do menino nesta profissão ainda não terminou, apenas começou. “Agora com uma responsabilidade ainda maior, com mais experiência ele seguirá em frente desempenhando o dom que Deus lhe deu de jogar bola, sempre com disposição de enfrentar os desafios e a viver as tristezas e alegrias do futebol”, conclui.

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