As opiniões adversas para com a unificação da UnC foram expostas em um debate na tarde desta segunda-feira, 5, na Rádio Caçanjurê. O objetivo foi levar esclarecimentos à comunidade em geral a respeito deste processo que gera dúvidas, já que, de qualquer forma, a universidade passará por mudanças.

Mediado pelo apresentador Gilvano Genuíno, o debate contou com a presença de professores, acadêmicos e diretores que explicaram as suas razões prós e contras à união de todas as Fundações que atualmente integram a Universidade do Contestado.
Para o professor Ludimar Pegoraro, que defendeu seu doutorado sobre a história da UnC, é necessário que se estabeleça uma relação de confiança e que as coisas sejam colocadas de forma muito claras e públicas. “Uma universidade é uma entidade pública e como tal, deve trabalhar também os seus problemas”, afirmou.
Apoiando a unificação, ele disse que, se isso não acontecer, será um fato único no mundo. “Se não unificar, entendo, como educador, como pesquisador da área da Universidade, que uma sociedade abdicar de ter uma universidade, seria um fato mundial”, acrescenta.
Quanto à criação de uma universidade no Brasil, Pegoraro afirma que isso talvez não seja difícil, “mas criar uma universidade de qualidade é complicado”.
Já o empresário Augusto Frâncio, afirmou que Diretoria do campus de Caçador jamais foi contrária à unificação dos campi. “Fui, inclusive, o autor de um discurso numa reunião na Reitoria, dizendo que a unificação poderia ser, em termos administrativos, um modelo excelente de gestão, de racionalização de recursos”, assinalou.
Entretanto, Frâncio vê como empecilho a forma como foi escolhida a unificação. “O que ocorre é que o formato escolhido ficou delineado de um jeito péssimo para Caçador, já que não se tem nenhuma vantagem, senão entregar o seu patrimônio a um grupo de campi endividados, que vão, com a maioria de 8 votos contra 2, administrar do seu modo”, enfatizou.
Assembleia Geral
Na noite desta terça-feira, às 19h, a Assembleia Geral estará reunida para definir se o processo de unificação acontecerá ou não. Acadêmicos e professores já garantiram que farão uma manifestação na reitoria, no horário da reunião.





