Cerca de 11 milhões de pés foram plantados na região de Caçador. Alguns produtores já estão colhendo desde o final de dezembro, outros, se preparam para iniciar
Produtores de tomates de Caçador e Região já estão no ritmo acelerado para a colheita da atual safra. Alguns já começaram ainda no final de dezembro e, outros, deixaram para iniciar ou estão iniciando nestes primeiros dias de janeiro.
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A expectativa da Associação Caçadorense dos Produtores de Tomates de Caçador (ACATO) é de uma safra mais lucrativa que a do ano passado. O otimismo deve-se ao preço que a fruta atualmente está sendo comercializada, R$ 22,00 a caixa. "Este é um preço considerado bom pelos produtores, apesar de estarmos conscientes que em fevereiro a tendência é ter uma queda nos preços", afirma o presidente da entidade, Antonio Dal Bosco.
Segundo ele, aproximadamente 11 milhões de pés foram plantados na região de Caçador, um número menor se comparado a safra passada quando a plantação aproximou-se dos 13 milhões. O motivo desta redução está relacionado, principalmente, ao alto preço dos insumos que, em alguns casos, chegou a ter aumento de 100% nos preços, além de outras dificuldades, que deixaram os produtores cautelosos na hora da plantação.
A variação da fruta e, principalmente, qualidade da mesma deixa Dal Bosco bastante satisfeito, uma vez que possibilita uma boa aceitação o produto no mercado nacional. "Nosso produto tem um mercado amplo, tendo procura inclusive nas regiões Norte e Nordeste onde não há plantio", destaca o presidente.

Já preocupação com as chuvas constantes no mês de outubro deu lugar a tranquilidade em janeiro. As erosões causadas na terra devido ao acúmulo de água em algumas ocasiões e que poderiam afetar o desenvolvimento da planta não geraram grandes prejuízos. Ele explica que o clima não chegou a causar estragos em grandes proporções, com isso as perdas não foram significativas.
Para finalizar o presidente destaca que o trabalho desenvolvido pelos produtores está dentro das normas trabalhistas, garantindo ao trabalhador todos os direitos, inclusive, carteira profissional assinada e segurança no trabalho. Falou também que ainda é muito cedo para falar em resultados e o sucesso ou não da safra somente no final dela será preciso.
Colheita começou sábado na propriedade de Itacir Dal Bosco
Se para alguns produtores a colheita já está "a todo vapor", outros ainda se preparam para esta "maratona" que segue até final de abril ou início de maio. O produtor Itacir Dal Bosco é um destes que está iniciando a colheita neste sábado (10), confiante em uma safra lucrativa.
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Com 88 mil pés de tomate plantados em uma lavoura e outros 55 mil em outra, são 40 funcionários que iniciam os trabalhos na propriedade sendo 40% de Caçador e outros de Campo Erê (SC) e também de Minas Gerais que trabalharão até final de abril ou início de maio, quando está previsto o encerramento da safra. Esses funcionários trabalham com toda a assistência necessária conforma seus direitos trabalhistas.
Chuvas e até mesmo uma pequena quantidade de granizo que caíram na cidade do decorrer da safra prejudicaram cerca de 9% da produção, mas mesmo assim, a qualidade do produto deixa o produtor satisfeito. "No ano passado apenas conseguimos cobrir as despesas. Estamos otimistas que está colheita dará bons resultados", destaca.





