3 de outubro de 2026
Pedido de cassação

“Sofri um duro e injusto golpe”, diz Pastor Vilso Soares

Vereador disse que parecer da Comissão de Ética foi parcial pela condenação

Por Caçador Online

O vereador Pastor Vilso Soares (PDT) se manifestou na sessão desta terça-feira, 13, na Câmara Municipal de Caçador, para comentar parecer da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, que pediu pela cassação do seu mandato. Fazendo uso da palavra livre, o vereador disse que sofreu “um duro e injusto golpe ao conhecer o parecer da comissão”, apresentado no dia anterior.

“Trata-se de um preconceito contra minha pessoa, uma ilegalidade e uma mentira. Um processo parcial voltado a justificar minha condenação. A comissão foi surda à minha defesa e aos fatos”, discursou Vilso Soares, usando ainda termos como “inquisição” e “rasgaram a constituição”.

Ainda de acordo com o vereador, a comissão não teria ouvido testemunhas indicadas por ele e nem levado em consideração documentos da defesa.

“Minha casa em Caçador não está alugada. A pessoa que cuida dela quando estou em viagem tem outra residência. Também não consideraram, por exemplo, que na declaração da Igreja eu respondo por toda região, que abrange Lages, Curitibanos, Fraiburgo e Caçador. Portando atuo aqui também”, argumentou.

“Infelizmente o relatório da comissão é político e nada jurídico. Vamos aguardar a justiça”, finalizou Vilso Soares.

Entenda o caso

Em fevereiro desse ano, o Ministério Público de SC pediu a cassação do Pastor Vilso Soares (PDT), acusado de residir em Lages, fora do domicílio onde foi eleito vereador no último pleito, o que confere ato de improbidade administrativa.

Comissão volta a defender parecer

Assim como na sessão anterior, o presidente da Comissão de Ética, Valmor de Paula, voltou a defender o parecer pela cassação de Vilso Soares.

“Não houve tribunal de inquisição. Ouvimos pessoas de forma aleatória e todas as setes afirmaram que o vereador não mora mais em Caçador. Será que as sete mentiram? Cumprimos com nossa obrigação de representar a comunidade caçadorense”, disse.

O relator da comissão, Jorge Savi (PSD), também defendeu o parecer. “É uma situação difícil para nós, mas julgamos o mandato e não a pessoa. Lamento a declaração do Pastor Vilso, pois realmente fizemos um trabalho imparcial”, falou.

Agora o relatório será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, sendo colocado em seguida para votação em plenário. “Esperamos que essa votação seja realizada de forma conclusiva na próxima semana, nas últimas sessões de maio”, disse o presidente Carlos Evandro Luz, lembrando que o voto é aberto.

Se a maioria dos vereadores votar pela cassação, a cadeira de Vilso Soares passa a ser ocupada pelo suplente Fernando Scolaro (PDT).

 Leia mais: Parecer é pela cassação do Pastor Vilso Soares (PDT)

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