3 de outubro de 2026
Entrevista

Prefeito avalia primeiro ano de mandato

Beto Comazzetto afirma que 2013 foi um ano de ajustes para o município

Por Caçador Online

O primeiro ano de mandato do prefeito Gilberto Amaro Comazzetto foi de ajustes em várias áreas. Na opinião do gestor, o ano termina positivo, com obras iniciadas e outras em fase de projetos para sair do papel nos próximos três anos.

O Portal Caçador Online realizou nesta sexta-feira, 6, uma entrevista exclusiva com o prefeito. Confira.

- Qual a avaliação geral do primeiro ano do seu mandato?
Beto-
Enfrentamos algumas dificuldades, o que é normal, e trabalhamos em 2013 com o orçamento feito pelo ex-prefeito Imar Rocha. Tivemos várias obras em andamento como creches e reformas dos postos de saúde. Muita coisa pode ser feita. O primeiro ano foi de ajuste e pagamento de algumas contas recebidas.

- Sobre a formação da equipe de governo, te agradou o trabalho dos secretários nesse ano? Pretende mudar algum nome do primeiro escalão?
Beto-
Sempre há ajustes. Pessoas que estiveram conosco no início da caminhada nos deixaram por motivos particulares, outros casos são ajustes naturais, mas eu diria que esse ano foi para recompor a parte interna. Primeiro ano de planejamento e de ajustes. A equipe ainda sofrerá algumas alterações, mudanças, mas isso iremos fazendo no decorrer do mandato.

-Em relação aos governos federal e estadual, como está a relação da Prefeitura de Caçador?
Beto-
Eu diria que com o governo federal temos uma sintonia muito fina, estamos trabalhando forte e sempre buscando recursos em Brasília. Quando recebermos essas emendas, eu farei uma ampla divulgação para mostrar quais deputados que nos ajudam por estarmos entrando em um ano político. É justo que as pessoas vejam quem ajuda no desenvolvimento da nossa cidade.
Com o governo do estado temos uma parceria grande e muitas obras estão acontecendo. Exemplo disso é a travessia urbana e o nosso aeroporto que recebeu uma modernização e equipamentos de alta tecnologia.

-Sobre a Festa do Município, foi positiva a mudança do estilo do evento?
Beto-
Temos um pensamento diferente sobre a Festa do Município. Não podemos fazer uma festa de cunho eleitoreiro. Temos que trazer shows que chamem a atenção da população e que agrade a todos, mas com responsabilidade nos custos. Mudamos o estilo e tivemos o apoio da comunidade e um grande respaldo. A CCO (Comissão Central Organizadora) já foi definida com muita antecedência para fazer um grande evento. Acho justo a administração pública bancar a metade da festividade e a comunidade a outra parte e fazer algo de qualidade.

-Em relação aos protestos que ocorreram esse ano em todo o Brasil, como você vê manifestação do povo?
Beto-
Penso da forma positiva e vejo a importância da população cobrando seus direitos aos governantes, porém sou contra a baderna. Quem faz as leis são os deputados e senadores e a maior concentração deve acontecer em Brasília. As redes sociais e imprensa têm papel importante e de forma ordeira o povo conseguiu o respaldo que antes não havia.

-Sobre a saúde, você considera que o setor melhorou na sua gestão?
Beto-
A saúde pública é um grande dilema, mas fizemos umas ações importantíssimas. Tenho que fazer uma referência ao prefeito que me antecedeu, Imar Rocha, pela estação de tratamento, que uma ação da infraestrutura refletiu na saúde e reduziu 47% na procura por atendimento. Devagar vamos mudando um pouquinho na característica do atendimento da saúde. O que me chama atenção foi a interação da sociedade civil, através de pessoas imbuídas na melhoria e reestruturação do Hospital Maicé.

-A mudança de local da Secretaria de Saúde, vai acontecer?
Beto-
Na atual secretaria será instalada a policlínica. Acertamos com o governo do estado essa grande obra que atenderá de cinco a sete especialidades. O pessoal da secretaria vai para o antigo Jonas Ramos. Estamos fazendo uma reforma e no próximo ano já estarão trabalhando lá. O materno infantil que está no Jonas irá para o posto central com uma estrutura melhor.
Estamos licitando a obra para a construção do novo Pronto Atendimento em frente ao Ginásio Flávio Cruz, onde terá toda a estrutura dentro dos padrões da Vigilância Sanitária.

-Por que algumas obras demoram para serem concluídas como a creche do bairro Alto Bonito, a Praça do PAC no bairro Martello e Escola Esperança?
Beto-
Tivemos na creche uma situação que está se tornando corriqueira em todo o país que empresas, para ganhar a licitação, baixam demais o preço e depois não têm condições de dar sequência nas obras. A creche sofreu uma interrupção no mandato interior e por intermédio do Ministério Público conseguimos com que a empresa desse continuidade. Já na Praça do PAC, a chuva atrapalhou muito por conta das escavações, assim como a escola Esperança onde já estão em trabalho rápido para que em breve a comunidade possa usufruir da obra.

-A Prefeitura estuda comprar o terreno e o prédio do PETI?
Beto-
Temos a posse de todo o terreno do PETI e estamos em tratativa com o sindicato da empresa Sulca e massa falida para comprar toda a parte predial. O local será usado para algumas secretarias para acabar com muitos aluguéis.

-Como você avalia a questão do IPTU, foi um desgaste político bancar essa atualização na planta?
Beto-
Não diria que foi um desgaste, mas nós como administradores públicos, quem estivesse aqui teria que tomar uma atitude. Somos pressionados pelo Ministério Público para tomar nossas ações e essa foi uma delas. Não caracterizo  como um aumento do IPTU e sim uma atualização. Todo mundo cobra obras e na hora de contribuir muitos não gostam. Temos lei que prevê isso e pessoas com até dois salários mínimos são isentos. Isso era injusto com quem mora em bairros distantes que estavam pagando o IPTU mais caro que pessoas no centro. Foi criada uma comissão para fazer essa avaliação e no ano que vem as pessoas poderão acompanhar que não foi bem como o anunciado de aumento de 80%.

-E a relação com os vereadores?
Beto-
Temos uma relação boa com os vereadores. Temos a maioria dos vereadores na Câmara e claro que existem diferenças ideológicas, mas isso é normal. Juntos vamos buscar pelo melhor por Caçador sempre em harmonia.

-E a questão financeira do município, como está atualmente?
Beto-
Melhoramos muito. Ficamos dois ou três meses com a arrecadação abaixo em relação a 2012, mas conseguimos regularizar muitas situações. Conseguimos fazer muitas obras e as contas da Prefeitura pagas. E também contas recebidas de outras administrações estão sendo colocadas em dia. No que tange as nossas obrigações: educação, infraestrutura e saúde, estamos mantendo da mesma forma, mesmo com o orçamento curto.

-E o plano de Cargos e Salários dos Professores, porque está demorando?
Beto-
Tivemos todo um trabalho e a comissão que estava a frente teve todo um cuidado de nos apresentar um plano, porém se fossemos colocar em prática hoje ultrapassaria o limite prudencial. Estamos refazendo um reestudo, voltou algumas discussões e voltou para o secretário de Educação, Aldonir Anciuti, para fazer ponderações e chegar a uma conclusão com os professores. É questão de tempo para que seja implantado em Caçador.

-O programa asfalto para todos, está dando certo?
Beto-
É um programa inovador e estamos tendo muito êxito, já temos a adesão de 130 ruas. Essa foi uma ferramenta usada e agradeço aos vereadores pela aprovação do projeto. É uma via de duas mãos, a população fazendo sua parte e nos apoiando, e isso está à disposição dos munícipes.

-Quais as obras que estão por vir em Caçador?
Beto-
Temos obras importantíssimas como: policlínica, novo Pronto Atendimento, creche no bairro São Cristovão e um projeto audacioso que é uma ponte no centro, uma passarela do Parque Central ligando a Beira Rio. Projeto pavimentação do PAC e outros projetos que estão acontecendo totalmente em sigilo.

-Qual a principal prioridade para 2014?
Beto-
A minha prioridade continua sendo a saúde, continuaremos trabalhando forte para melhorar o atendimento à população e trazer mais médicos. Também focarei no saneamento básico e pavimentação.

-O que o povo de Caçador pode esperar do Beto para os próximos três anos?
Beto-
Sempre empenho e dedicação. Esse primeiro ano foi de ajustes, porém não deixamos de fazer obras. Temos a questão da mobilidade urbana que é um desafio, saúde vamos trabalhar cada vez mais forte. Temos também uma grande obra no colégio Henrique Júlio Berger para melhorar a estrutura. A prioridade é a saúde, educação e infraestrutura.

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