3 de outubro de 2026
Artigo

Osmar Telck, professor de cidadania, por Adelcio Machado dos Santos

Por Núcleo de Imprensa da UNIARP

Adelcio Machado dos Santos

Pós-Doutor pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Reitor da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP).

Abrahamson (2006, p. xv) afirma que “educar não é encher um balde, mas acender uma fogueira". Educar é um processo de aprendizado que envolve despertar o conhecimento, não introduzi-lo, sendo assim, a educação superior é responsável por promover mudanças para que o educando obtenha sucesso pessoal. Os primeiros cursos de graduação brasileiros datam dos anos 1930; no entanto, as primeiras escolas superiores do Brasil foram criadas por D. João VI, a partir de 1808. O Brasil, ao contrário das colônias Ibéricas, não teve a presença de universidades no período colonial. Portanto, não há dúvida de que esse país é herdeiro da experiência universitária portuguesa, ou mais especificamente de sua Universidade de Coimbra (ROMANELLI, 1991).

As instituições contemporâneas que se dedicam à educação superior descendem da universidade do período medieval. As universidades medievais tiveram um princípio religioso e estavam ligadas às escolas das catedrais e dos mosteiros. A universidade deve ainda, propiciar à comunidade uma educação de qualidade, procurando formar cidadãos do mundo, com capacidade de atuar com segurança, em parceria e em regime de cooperação, numa sociedade na qual as contradições e inseguranças são acentuadas e presentes no cotidiano. Para tal, deve considerar o homem como um todo, sem a tradicional separação do corpo e da mente, o que implica um redimensionamento curricular (LAMPERT, 2000).

Greco (2002) certifica que, na condição de formações sociais, as universidades têm características próprias, decorrentes das comunidades onde se localizam, das pessoas a elas vinculadas, da época a que pertencem, das contingências nacionais, regionais e locais que as envolvem e da capacidade de cada um desses fatores relacionarem-se com os demais.

No entanto, as universidades sempre contaram com o apoio de homens beneméritos que, sem pensar em si, fizeram de tudo para que a educação superior se desenvolvesse. No caso da Universidade Alto Vale do Rio de Peixe (Uniarp), entre tantos idealistas, avulta o empresário Osmar Telck, à qual sempre devotou apoio e carinho. Até no crepúsculo da vida participava das atividades universitárias. Assim, com o coração embargado pela emoção, vocalizo o sentimento do professorado, alunado e funcionalismo da Uniarp: “Obrigado, Osmar Telck, maravilhoso professor de cidadania”.

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