3 de outubro de 2026
Crime

Mulher acusada de matar grávida para roubar bebê pode ser julgada

Atestado de sanidade mental permite permite retomada de processo que estava suspen

Por Caçador Online

Laudo pericial atesta sanidade mental de mulher denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de uma mulher grávida em Canelinha, com intuito de roubar o bebê. Documento juntado a ação penal, que estava suspensa, seguirá seu curso normal.

Os exames, realizados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), levaram à conclusão de que a ré não possui qualquer transtorno psiquiátrico, doença mental, perturbação da saúde mental ou desenvolvimento incompleto ou retardado.

Assim, a mulher classificada como imputável, será processada pelo crime que supostamente cometeu. O próximo passo do processo é a citação dos réus para resposta inicial à denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Além da mulher, seu marido também foi inicialmente denunciado pelo MPSC e, como ela, preso preventivamente. Porém, a análise de novas provas levou à conclusão de que ele teria sido enganado pela companheira todo o tempo e sua prisão preventiva foi revogada a pedido do próprio Ministério Público.

Se nenhum outro elemento surgir no decorrer do processo, o homem também deve ser excluído da denúncia apresentada pela possível prática dos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.

Na ação penal, que já foi recebida pelo Judiciário, o MPSC requer que os denunciados sejam submetidos ao julgamento do Tribunal do Júri da comarca de Tijucas.

Segundo as provas produzidas em inquérito policial, no dia 27 de agosto a investigada teria levado a vítima para supostamente participar de um chá de bebê surpresa, onde a golpeou com um tijolo e provocou seu desmaio.

Na ocasião, a vítima estava grávida, e a investigada teria usado um estilete para realizar, de forma precária, o parto. A hemorragia do ferimento causou a morte da vítima.

Em seguida, a denunciada teria se encontrado com o companheiro e ido até o Hospital de Canelinha, onde informou que o filho da vítima era seu. Contou que tinha feito o parto em via pública, solicitando, ajuda no pós-parto.

A equipe do hospital que atendeu a demanda percebeu que as informações eram controversas e acionou a Polícia Militar, a qual constatou o crime.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

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