Faleceu na manhã deste domingo, 16, José Júlio Mandelli, 52 anos. Ele estava internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Maicé desde terça-feira, 11, quando levou um tiro na cabeça, numa fazenda na Linha Tamanduá. A família optou pela doação dos órgãos de Mandelli.
A Polícia Civil de Caçador, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC), continua procurando o autor do homicídio. José Moacir de Lima, vulgo “Cila” ou “Cilinha”, que fugiu após efetuar o disparo. O desentendimento entre Mandelli e Lima teria sido por causa de um portão na divisa entre as fazendas vizinhas onde ambos trabalhavam.
O delegado regional e coordenador da DIC, Luiz Antônio Piazzon, disse que todas as informações que chegaram ao conhecimento tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil sobre o possível paradeiro do autor do crime foram checadas, no entanto até o momento o mesmo não foi localizado.

De acordo com o delegado, ainda no mesmo dia do crime a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do autor, sendo que o Ministério Público e o Poder Judiciário já expediram o mandado. Lima é considerado foragido da Justiça.
Para os policiais civis que atuam no caso, o fato de José Moacir não ter ainda procurado a polícia ou a própria Justiça para fins de se apresentar só demonstra que o mesmo não tem qualquer intenção de responder pelos seus atos, muito menos que o disparo tenha sido efetuado numa eventual legítima defesa.
No dia do crime ainda, a Polícia Civil, com o apoio do Serviço de Inteligência da Polícia Militar, aprendeu em poder de familiares do autor certa quantia em dinheiro, que conforme declararam, teria sido solicitada pelo autor do crime com a finalidade de custear a fuga.
“Devemos esperar o resultado das investigações que já estão bastante avançadas”, comentou Piazzon.
Por fim, se qualquer pessoa tiver informações sobre o atual paradeiro de José Moacir de Lima, as denúncias podem ser feitas através do disque denúncia da Polícia Civil, 181, sendo que a ligação é gratuita e é garantido o anonimato das informações. Ou ainda diretamente no 190 da Polícia Militar.