O Programa “Mais Médicos”, celebrado entre a Prefeitura de Caçador e o Governo Federal, foi tema de palavra livre na sessão desta terça-feira, 8, na Câmara de Vereadores. Na ocasião, a secretária municipal de Saúde, Rejane Serafini, apresentou os dois médicos cubanos, Leandro Cruz Varela e Doralny Pena Marrero, que já estão atuando em Caçador. Ela revelou também a vinda de mais seis profissionais para o município.
“No dia 17 estaremos em Florianópolis recepcionando esses seis novos profissionais, são quatro cubanos e dois intercambistas de outros países. Fico muito feliz pelo município ter sido contemplado e assim vamos conseguindo aos poucos ampliar o atendimento em saúde à população”, disse.
Ao falar do início de trabalho dos dois cubanos que já estão atendendo em Caçador, nas unidades do Martello e Caic, Rejane fez uma avaliação positiva. “A resposta que estamos tendo do atendimento desses profissionais é bastante satisfatória. Os próprios pacientes têm elogiado a atenção e a qualidade das consultas”, garante a secretária.
Após a apresentação dos médicos através da explanação da secretária, os vereadores deram as boas-vindas aos profissionais. Valmor de Paula (PT) elogiou a iniciativa do Governo Federal.
“Há uma carência muito grande de médicos no nosso país e a maioria desses profissionais não tem disposição de vir para o interior. Aqui mesmo em Caçador existe uma dificuldade para contratar. Então é preciso dar os parabéns ao governo federal pelo programa e agradecer que nosso município foi contemplado com profissionais que vão atuar nas equipes de saúde da família, principalmente na prevenção”, declarou.
O vereador Alencar Mendes (DEM) também deu as boas vindas e desejou sorte aos profissionais cubanos. Porém, opinou de forma mais cautelosa sobre o Mais Médicos.
“Alguns pontos do programa nunca ficaram claros, principalmente com relação aos médicos que vem de Cuba, a relação deles com o governo, o salário que vão receber. A preocupação é que o programa acabe sendo utilizado com outros fins que não o atendimento de saúde à população. Acho que está se colocando a culpa da saúde brasileira nos médicos, desviando o principal problema que é a falta de estrutura”, afirma.







