4 de outubro de 2026
Na Câmara

Familiares de pacientes pedem reabertura da clínica de hemodiálise

Sessão contou com divulgação de abaixo assinado e apoio de autoridades

Por Caçador Online

Um abaixo-assinado na internet pode ser preenchido para auxiliar na causa. Acesse www.peticaopublica.com.br/?pi=cacador

Quem preferir pode procurar uma cópia do abaixo assinado no CAIC ou solicitar pelo telefone (49) 3563-0525.

A saúde foi novamente pauta da reunião ordinária da Câmara de Vereadores nessa terça-feira (18). Dessa vez, a reabertura da clínica de hemodiálise em Caçador foi levantada pelo ex-vereador, Antonio Rubiano Schmitz, colaborador de um abaixo-assinado e interlocutor de famílias de pacientes que precisam do tratamento de hemodiálise, hoje realizado em Videira.

“Diante de todos os problemas que venho acompanhando, o que essas pessoas buscam é amenizar a dor, o sofrimento. Viemos pedir o apoio dos senhores vereadores pela reabertura da clínica em Caçador”, relatou, citando um abaixo assinado que pretende juntar cinco mil assinaturas.

“É uma iniciativa apartidária de familiares que convivem com o problema. Já colhemos de dois a três mil assinaturas e no final do mês vamos entregar esse documento as autoridades municipais”, acrescenta Rubiano.

De acordo com o ex-vereador, que acompanhou a situação nos últimos quatro anos, o médico Climério, que tem equipamentos comprados para instalar a clínica de hemodiálise em Caçador desde 2009, “está deixando a desejar”.

“São 11 máquinas de 65 mil reais cada e outros equipamentos parados desde 2009 numa sala do Jonas Ramos. De lá pra cá esse projeto foi mandado pelo menos três vezes de forma errada para a Vigilância Sanitária Estadual, sendo finalmente aprovado em dezembro de 2011. É estranho um investimento de 700 mil parado há quatro anos por causa de tão pouca coisa”, explicou.

Ao citar entrevista concedida recentemente por Climério a um jornal local, afirmando que faltam adequações no local onde funcionará a clínica de hemodiálise, Rubiano sugeriu que a Prefeitura assuma as reformas que precisam ser feitas para colocar em prática o atendimento nessa área.

“O prefeito Beto Comazzetto tem razão em dizer que a responsabilidade do município é o atendimento básico em saúde, mas pedimos que assuma isso, pois é uma situação que não vai causar um abalo muito grande nas contas do município. Se dá prioridade a tantas coisas, por que não reativar essa clínica?”, questionou.

Prefeito confirma realização de reforma

O prefeito Gilberto Comazzetto (PMDB) preferiu não julgar fatos do passado sobre o fechamento da clínica de hemodiálise. “Temos um problema agora para resolver. Quero falar pra essas pessoas que nós estamos interessados sim trabalhar para o funcionamento desse serviço”, disse.

Ele explicou que o município assumiu recentemente o prédio do Jonas Ramos, e antes disso não havia possibilidade de fazer adequações no local.

“Já temos esse projeto em mãos, vamos investir de 100 a 150 mil, mas temos que ter alguns cuidados. Quero pedir uma nova vistoria para saber se a aprovação da Vigilância Estadual de 2011 ainda é válida. E depois ainda teremos que ter todo cuidado para ceder espaço a uma empresa particular, pois no meu ver teria que fazer uma licitação”, argumentou o prefeito.

Comazzetto relatou ainda que desde que assumiu a Prefeitura vem buscando melhorar o atendimento na área da saúde.

“Pegamos um orçamento com problemas no início do ano e tivemos que resolver essa primeira demanda que era o atendimento no PA. Temos outras ações, mas precisamos que a comunidade entenda que não é simplesmente fazer as coisas de qualquer forma. Temos que fazer tudo dentro das questões legais. Fica aqui nosso compromisso em realizar essa reforma no Jonas Ramos e conversar com o Ministério Público sobre a cedência do espaço para a clínica particular”, concluiu.

Vereadores defendem o pleito

O vereador Valmor de Paula (PT) disse que a clínica de hemodiálise é um pleito unânime de toda comunidade.

“O que me revolta é que pessoas que poderiam ter resolvido a situação no passado não o fizeram. Como membro do Conselho de Saúde nós fizemos tudo que foi possível para não fechar a clínica, mas os administradores daquela época não entenderam assim”, comentou.

A vereadora Cleony Figur (PSD) argumentou que a responsabilidade do município é cuidar do cidadão, independente se é atenção básica ou alta complexidade. Ela informou ainda que há pessoas trabalhando para uma alternativa, “para o município não ficar refém de uma clínica particular”.

O presidente da Câmara, Carlos Evandro Luz (PMDB), parabenizou as pessoas que se fizeram presentes na sessão e confirmou apoio à causa. “É um pleito antigo que volta à evidência pelo interesse das pessoas, e já que se trata de um acompanhamento quase diário e que tem a possibilidade de ser realizado aqui, que isso seja viabilizado com a união de todos nós”, disse.

Um abaixo-assinado na internet pode ser preenchido para auxiliar na causa. Acesse www.peticaopublica.com.br/?pi=cacador

Quem preferir pode procurar uma cópia do abaixo assinado no CAIC ou solicitar pelo telefone (49) 3563-0525.

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