O Ministério Público Estadual oficiou a atual administração municipal de Caçador, questionando a forma de contratação de serviços médicos no Pronto Atendimento (PA), neste início de ano. O documento solicita esclarecimentos para averiguar uma eventual contratação irregular.
Segundo o advogado do município, Rubiano Shmitz, a Prefeitura recebeu com tranquilidade o ofício do MP. Para ele, a administração tem argumentos aceitáveis para ter adotado esse medida.
“Não é segredo para ninguém que a saúde em Caçador estava um caos nos últimos meses, inclusive com casos noticiados de óbito por falta de atendimento. Por isso o prefeito Beto Comazzetto decretou dia 2 de janeiro estado de emergência na saúde pública, contratando uma empresa em caráter emergencial por um prazo de 180 dias, para que então possamos providenciar um processo licitatório para manter o atendimento no PA 24 horas”, explicou.
Ainda de acordo com Rubiano, a melhora do atendimento nos primeiros dias de janeiro são a prova de que a decisão do prefeito foi acertada.
“Somente do dia do dia 1º ao dia 7 de janeiro foram 1.199 atendimentos no PA. Nós temos problemas como médicos de férias, servidores de férias, postos de saúde em reforma, e isso prova que a atitude do prefeito Beto foi para não deixar a população na mão. Acreditamos que o representante do Ministério Público vai entender isso”, conclui o advogado.





