3 de outubro de 2026
Região

Ivone De Geroni é condenada em segunda instância

Por Caçador Online

A prefeita eleita de Calmon, Ivone De Geroni (PDT), foi condenada criminalmente, em segunda instância, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina na manhã desta terça-feira, 27. Com o resultado, ela também está enquadrada na lei da Ficha Limpa.

A decisão, dos juízes do TJSC, foi unânime, contra o pedido de absolvição no crime de lavagem de dinheiro, tanto de Ivone quanto do marido, João Batista De Geroni e do filho, João Batista Mazzutti De Geroni. 

A pena foi fixada em 3 anos de reclusão, em regime aberto, e mais 10 dias-multa, substituída por duas restritivas de direito, consistentes em prestação pecuniária e prestação de serviços à comunidade para cada um dos réus.

“Publicado o acórdão, o Juízo eleitoral competente deverá ser comunicado”, determinou a decisão do colegiado.

A lavagem de dinheiro
O ex-prefeito de Calmon, João Batista De Geroni, sua esposa, Ivone Mazzutti De Geroni e seu filho, João Batista Mazzutti De Geroni foram condenados pelo juiz Gustavo Marcos de Farias, da comarca de Caçador, à prisão por lavagem e desvio de dinheiro público em junho deste ano.

O juiz afirmou que a atividade criminosa consistia no desvio de valores dos cofres públicos, quando cheques da Prefeitura de Calmon era emitidos e depositados na conta de Ivone.

Segundo o magistrado, foi identificada movimentação de recursos de R$ 136 mil na conta de Ivone, “todos decorrentes de depósitos de cheques de titularidade da Prefeitura de Calmon, no período de julho a dezembro de 2007”.

Parte do valor, R$ 100 mil, foi transferida para Alfeu Maboni, na compra de uma fazenda. Na sequência, o imóvel foi transferido para os filhos de Ivone e João Batista.

Sendo assim, o juiz Gustavo Marcos de Farias afirmou, à época, que os acusados converteram os recursos obtidos ilegalmente com desvio de verbas públicas em ativo lícito (a propriedade rural), para esconder os valores obtidos com a atividade criminosa.

Além do mais, segundo a decisão, verificou-se, que o acúmulo dos altos valores na contra de Ivone vinham dos depósitos ilegais de cheques da Prefeitura.

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