3 de outubro de 2026
No Martello

“Acidente da candidata Sirley foi uma farsa”, afirma motociclista

Por Ass. Imp. Caçador do jeito que o povo merece

O motociclista Paulo Roberto dos Santos, acusado de ter atropelado a candidata a prefeita de Caçador, Sirley Ceccatto (PSD), durante a campanha de domingo nas ruas do bairro Martello, vem a público dizer que tudo não passou de uma farsa da candidata. “Eu estava passando e ela se jogou em cima de mim e da moto já parada”, contou o rapaz de 27 anos. “As motos que estavam na frente conseguiram desviar dela, mas eu não consegui porque ela praticamente me agarrou. Minha moto estava de lado, não tem como um atropelamento ocorrer”, completou o jovem.

Outros motociclistas contratados pela campanha do candidato a prefeito Beto Comazzetto (PMDB), estiveram com Paulo Roberto nesta segunda-feira (3) para confirmar a versão do motociclista. Todos comentaram que a candidata Sirley fazia zig-zag no meio da rua a pé, para tentar segurar um dos motociclistas da campanha contrária. Argumentaram também, que nas fotos eles aparecem circulando pela contramão da via, porque a turma de cabos eleitorais da candidata praticamente fechou o outro lado da pista para atrapalhar os motociclistas.

O que chamou a atenção durante a conversa com o grupo e Paulo Roberto, foi que todos presenciaram a candidata Sirley não muito preocupada com possíveis ferimentos de sua queda, mas que a todo momento pedia para sua assessoria fotografá-la no chão. “É muito estranho uma pessoa se rolar no chão pedindo fotos se está machucada. Essa é a maior prova de que não fiz nada. Eu parei a moto na frente dela (Sirley) para evitar o choque, mas mesmo assim ela me agarrou para simular a batida”, comenta o motociclista, que foi em seguida agredido por cabos eleitorais da candidata, mesmo tendo parado a moto.

O rapaz também ressaltou, que não haviam santinhos jogados no chão próximo do local da suposta colisão, e que uma das fotos mandada para imprensa, onde Sirley é consolada pelo seu candidato a vice, Fically, muitos santinho estão espalhados, o que caracterizou para os motociclistas, uma verdadeira montagem de cenário para tentar sensibilizar o povo. Uma das provas de que a candidata não estava preocupada com ferimentos, é a quantidade de fotos tiradas após o ocorrido. O material que chegou para a imprensa caçadorense possuía fotos da candidata ao chão, que vão dos números 5 ao 124, ou seja, um bom intervalo de tempo para se tirar fotos sem socorrer uma pessoa. “Foi tudo uma farsa dela e agora quem está pagando sou eu, que terei que responder processo mesmo ela tendo se atirado na minha moto”, explica o rapaz.

Coordenação de Beto Comazzetto não tem relação com o ocorrido
A coordenação da campanha da coligação “Caçador do jeito que o povo merece”, que traz Beto Comazzetto como candidato a prefeito, também se manifesta para dizer que não há relação da coordenação com os fatos ocorridos, conforme segue abaixo reprodução do Parágrafo Primeiro da Cláusula Terceira do Contrato firmado com motociclistas para a campanha.

“O CEDENTE-PROPRIETÁRIO do Bem Objeto deste Instrumento se responsabiliza cível e criminalmente pelo uso do mesmo, isentando o CESSIONÁRIO-CANDIDATO de quaisquer responsabilidades, mesmo porque o CEDENTE-PROPRIETÁRIO permanecerá na posso do Bem”.

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