As principais ações do Poder Legislativo caçadorense em 2011, bem como a atuação de cada parlamentar, foi o assunto principal abordado pelos vereadores Itacir João Fiorese (Fically), Jorge Savi e Vilso Soares dos Santos na tarde deste sábado, 17, durante entrevista na Rádio Caçanjurê.
Com os trabalhos da Casa já em fase de conclusão, o espaço reservado à Câmara nos sábados tem oportunizado um contato maior com a população e a prestação de conta das principais atividades desempenhada nestes 12 meses.
Para Fically, cada vereador tem a obrigação de prestar contas à comunidade sobre a sua atuação, já que é o legítimo representante do povo. Segundo ele, o balanço dos trabalhos é positivo apesar de muitas indicações e requerimentos não terem sido atendidos pelo Executivo. “Muitas vezes o eleitor fica chateado por não acontecer as melhorias que espera, porém, as indicações são feitas e cabe ao Executivo o papel de executá-las. Em muitos casos são obras simples, como um redutor de velocidade, por exemplo, que poderiam ser realizadas sem demora. O pedido que levamos à Câmara é da comunidade e não deste ou daquele vereador”, destacou.
Com relação aos projetos aportados na Casa, Fically enaltece que todos vieram ao encontro da necessidade da nossa população e as discussões sempre envolveram todos os vereadores, seja nas comissões técnicas ou em plenário. “Sempre analisamos as matérias visando a comunidade, sem levar em consideração as bandeiras políticas ou interesses pessoais”, frisa.
Jorge Savi caracteriza 2011 como um ano trabalhoso e cheio de novidades. Encerrando o sétimo ano como vereador, ele destaca a atuação da Câmara na eleição indireta, realizada em abril, como um dos fatos que mais caracterizou e demonstrou a competência do Legislativo neste ano.
“Por ser inédita e por todo o processo que precisemos fazer, com a elaboração da lei e a condução do pleito, pode-se dizer que foi o fato que mais caracterizou o nosso trabalho no ano, principalmente porque o exercício democrático de direito constitucional foi exercido com excelência. Queremos que nunca mais aconteça, mas se algum dia precisarmos realizar outra eleição indireta, a Câmara estará preparada no tocante do processo eleitoral”, afirma, dizendo ainda que esta experiência ficará marcada na vida de cada legislador que contribuiu para a realização do pleito.
Além disso, explica Savi, o trabalho dos dez vereadores sempre foi focado na cidadania e no cidadão caçadorense, já que é para ele e por ele que os vereadores estão na função.
Há oito meses no cargo, Vilso Soares afirmou que neste período procurou apresentar um grande número de indicações, principalmente na área da saúde e visando que o Executivo retome alguns projetos implantados na época em que foi secretário da saúde. “Tornei-me um vereador um pouco chato, porque fazia a indicação num dia e no outro estava no gabinete do prefeito cobrando, mas infelizmente não tive muita sorte porque fui atendido muito pouco”, ressalta.
A sintonia da Casa também foi ressaltada, para ele a unidade dos vereadores foi o diferencial para que os trabalhos fluíssem dentro do esperado. “Alguns projetos mais polêmicos geraram divergências de ideias, mas em torno de 90% deles sempre houve um entendimento muito bom entre todos e quem ganhou com isso foi a nossa população”, disse.
Projeto das bebidas
Autor do Projeto que acabou virando lei, proibindo a venda e a comercialização de bebidas em logradouros público do nosso município, Vilso Soares se diz decepcionado com a aplicação da mesma. Segundo ele, a falta de fiscalização por parte da Polícia Militar faz com que a Lei ainda tenha saído do papel.
“A Beira Rio, principal problema, continua sem fiscalização. Estive na PM e não houve atenção por parte da mesma, assim como no Ministério Público, onde nos prometeu alguma atitude mas nada aconteceu ainda”, afirma.
Soares explica que pretende conversar com o prefeito Imar Rocha para ver da viabilidade do Executivo mandar à Câmara um Projeto de Lei Complementar para que a fiscalização fique sob a responsabilidade da Guarda Municipal.
O trabalho das comissões
Vice-presidente da mesa diretora, Itacir Fiorese deu ênfase ao trabalho das comissões técnicas, muitas vezes desconhecido da população, mas essencial para a análise dos projetos antes de serem encaminhados à votação.
Segundo ele, em muitos casos, ao assistirem as sessões, as pessoas não entendem o rito da votação quando nenhum vereador discute a matéria, porém, estes projetos já foram amplamente analisados e discutidos nas comissões.
Jorge Savi complementou o assunto dizendo que todas as comissões são importantes, porém, os projetos precisam ser encaminhados primeiramente à Comissão de Legislação, Redação e Justiça, onde é dado o parecer legal, analisando se a matéria não fere outra legislação ou não vem de desencontro com a Constituição Federal, além de verificar se existe o interesse coletivo, e a Comissão de Finanças, onde se observa a viabilidade financeira. “Pode-se dizer que temos uma segurança muito grande no trabalho de todas as comissões, principalmente porque seus integrantes são conhecedores da área e analisam com cuidado todos os aspectos da matéria”, fala.
Mudanças de siglas
Savi e Vilso Soares também comentaram sobre a mudança de partido neste ano. Savi deixou o PPS e integra agora o novato PSD; já Soares deixou a presidência do PTB para integrar o PDT.
Ambos destacaram que as siglas adentram 2012 estruturadas e preparadas para fazerem a diferença nas eleições municipais. O PSD, afirma Savi, nasce grande e se consolida como o diferencial na política brasileira; já o PDT, destaca Soares, foi reestruturada e tem tudo para ser o segundo maior partido de Caçador.





