A presidente da Câmara de Caçador, vereadora Sirley Ceccatto (PSD), e os vereadores Jorge Savi (PSD) e Antonio Rubiano Schmitz (PP) deverão formalizar nesta terça-feira, 18, denúncia junto ao Ministério Público solicitando análise sobre a disponibilidade de medicamento para diabetes na Secretaria Municipal da Saúde.
O assunto foi trazido ao plenário na sessão desta segunda-feira, após requerimento da vereadora Sirley e do vereador Savi solicitando informações sobre a compra de medicação para pacientes com diabetes tipo 1, o número de cadastrados no sistema municipal, a quantidade de medicação distribuída e o controle destra distribuição.
A iniciativa foi motivada após algumas denúncias feitas aos vereadores. A presidente foi procurada por uma mãe afirmando que não conseguiu a retirada de agulha e insulina para o tratamento de seu filho de 17 anos mesmo após, segundo ela, constatar que havia remédio à disposição.
“Essa mãe nos procurou desesperada e relatou a situação. Além da indisponibilidade do remédio relatou o mau atendimento por parte de uma determinada servidora municipal, chamada Maria, que trata os pacientes com descaso, fazendo com que eles saiam de lá humilhados”, afirmou Sirley.
“Inclusive, esta mesma servidora, Maria, mostrando o seu despreparo para a função, afirmou que as 90 seringas por mês que o jovem deveria usar era um exagero e sugeriu que a mãe reutilizasse as agulhas”, revelou, indignada, a presidente.
Sirley relatou ainda que a Câmara Municipal tem sido o ponto de apoio para estes tipos de situações. “Confirmando esta denúncia, é um descaso com a nossa comunidade, é tratar as pessoas sem valor nenhum. Diabete 1, quando não tratada, mata, é preciso um rigoroso controle diário. Vamos fazer a denúncia para que o Ministério Público faça esta análise e nos dê um parecer”, ressaltou.
Rubiano lembrou que com certa frequência as pessoas têm lhe procurado para buscar informações sobre a distribuição das fitas para a realização dos exames, além da distribuição das agulhas e da própria insulina.
Ele relatou também que após ser procurado pelo pai de um paciente de 15 anos que não estava tendo acesso a este material e posterior contato com a Secretaria da Saúde, foi informado que a administração havia optado por uma licitação, já que os gastos do governo municipal anterior foram excessivos, e que apenas aguardava a vinda do remédio para a distribuição.
“Realmente o remédio foi entregue após este contato, mas apenas uma ou duas caixas que logo não foram suficientes. Fui novamente procurado pelo pai do garoto, voltei a entrar em contato com a Secretaria e a mesma situação foi relatada e desde então, providências não foram tomadas. Se a Prefeitura precisa de alguma forma economizar, não deve ser na saúde. Esta deve realmente ser encarada como prioridade”, disse.
O vereador Alcedir Ferlin (PMDB) concordou com Sirley e Rubiano e também repudiou o mau atendimento no serviço público. Segundo ele, o servidor que não cumpre com o seu dever merece ser denunciado e punido.
“É uma pequena parcela que toma este tipo de atitude, mas esta tem que ser denunciada. A prefeitura de Caçador é a segunda que mais bem paga o servidor no Estado, perdendo apenas para Jaraguá do Sul. Paga-se bem o servidor e o mínimo que espera é que ele cumpra com o seu papel”, ressaltou.
“Têm pessoas trabalhando contra a administração, fazendo de propósito porque são oposição ao nosso governo”, completou Lilo.





