Os vereadores Itacir Fiorese (Fically) e Antonio Rubiano Schmitz, ambos do PP, teceram críticas à situação da saúde e do esporte de Caçador.
Fically contou que um dos seus funcionários cortou o dedo e foi até o hospital Maicé. Mesmo assim, não recebeu o atendimento devido. “Não deram ponto e apenas colocaram um esparadrapo na mão dele, além de o rapaz ter ficado horas esperando para ser atendido”, disse.
Rubiano aproveitou para falar da saúde, salientando que as informações que estão sendo repassadas aos caçadorenses estão complicadas. “Me chamou a atenção o fato de que está se solicitando que as pessoas vão ao Maicé apenas em situação de emergência e ao Pronto Atendimento, em casos de urgência. Agora, eu pergunto: se a pessoa está com pneumonia, é urgência ou emergência?”, disse.
Já a respeito do esporte, Rubiano criticou o fato de ainda não ter sido repassados as verbas para associações. “Muitas delas estão trabalhando desde o início do ano sem receber. O que questiono é que, assim que o prefeito Imar Rocha assumiu, cancelou os repasses, mas mandou novamente para a Câmara, aprovamos os projetos e agora, estão se negando a liberar as verbas”, completou Rubiano.
O vereador lembrou ainda que é possível que algumas dessas associações venham a deixar o esporte local e até mesmo, passem a representar outros municípios. “Tenho que lastimar esta informação, mas isso demonstra a que ponto chegamos”, afirmou Rubiano.
“Tenho a informação de que o prefeito Imar Rocha não vai mesmo repassar os recursos, por falta de dinheiro ou poderá apenas liberar metade da verba”, acrescentou o vereador, lembrando que o problema é que desde o início do ano, não foi repassado nada para as associações, mesmo tendo dotação orçamentária para isso.
“Se é assim, por que o prefeito mandou novamente os projetos para a Câmara? Era simples informar que não iria repassar a verba. E ainda vem me falar em joguinhos abertos”, disparou Rubiano.
Defesa
Em defesa do prefeito Imar Rocha, o vereador Carlos Evandro Luz, do PMDB, destacou que não conhece dos detalhes a respeito dos repasses às entidades, mas que acredita que devem ser feitos e, se não o foram, é por carência de recursos.
“A administração pública tem que saldar um débito de R$ 3,6 milhões, deixado pela administração passada, que usou mal o dinheiro público. Por isso, temos que eleger prioridades e diante do quadro que se apresenta, não vejo outra saída senão segurar os recursos”, disse.
O petista Marcos Creminácio também apoiou que a administração tem que eleger prioridades. “Defendemos o esporte e tudo que envolve a sociedade, mas é preciso analisar as prioridades, senão é preciso parar o município por seis meses para pagar as contas”, salientou.





