3 de outubro de 2026
Greve

Vereadores vão expedir moção de apoio aos professores

Por Caçador Online

Professores da rede esatual, integrantes do comando da greve e alunos da escola Irmão Léo solicitaram, nesta segunda-feira, 27, apoio da Câmara Municipal de Caçador para as reivindicações do magistério estadual. Eles participaram de reunião com a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Saúde e Promoção Social.

A Comissão irá expedir uma Moção de Apoio à manifestação e exigências do magistério estadual. O documento será votado na próxima sessão da Câmara, no dia 4 de julho.

“As solicitações dos professores são legítimas e sérias. A paralisação da Rede Pública Estadual é nada mais do que um direito constitucional da classe e deve ser respeitada. Junto ao movimento de greve vem à tona o descaso do Governo Estadual para a educação catarinense. Somos a favor de mais investimos na educação, como também no exercício do direito dos professores estaduais”, afirma vereador Marcos da Silva Creminácio, presidente da Comissão de Educação.

Além do pagamento do piso salarial, a classe vem solicitando investimentos para infraestrutura escolar. O professor José Dias Lima, integrante do comando da greve, situou a Comissão sobre a real situação das escolas estaduais de Caçador. “As APPs constantemente realizam eventos e rifas para conseguir alguma verba para abastecer a escola. Nem papel higiênico as escolas não recebem mais e a infraestrutura administrativa e pedagógica estão cada vez mais abandonadas”, comenta.

Segundo os professores, toda a mobilização realizada nestes 40 dias é em defesa da educação catarinense. “Por isso precisamos do apoio da comunidade caçadorense e dos vereadores. O que buscamos e desejamos é que os nossos alunos recebam um aprendizado com mais qualidade, escolas com melhores condições de trabalho e professores cada vez mais capacitados. Toda a nossa sociedade irá se beneficiar disto. O pagamento do piso salarial é apenas a ponta do iceberg. Há muito que fazer para melhorar a educação do Estado e todo o investimento deve vir do Governo”, afirma o professor Paulo Gonçalves.

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