Depois de 35 anos, o atual prefeito Imar Rocha (PMDB) retornou ao Colégio Cenecista Marcos Olsen, o qual ajudou a construir e que foi afastado pela ditadura, sendo impedido de realizar suas funções. Ele conta que participou desde o início dos trabalhos, quando o terreno foi doado pela Associação das Damas de Caridade, para que no local fosse edificada uma escola que atuasse no período noturno, já que na época não havia essa alternativa.

Para o prefeito, foi um momento difícil, pois todas as lembranças foram revividas. “Lembro que fizemos um trabalho muito intenso e inclusive viajei para Caxias do Sul com o amigo Silvério Debarba, onde fomos conversar com o bispo Dom orlando Dotti, já que ele era conselheiro da CNEC na época”, relata Imar. Ele foi recebido na instituição pela diretora Neusa Pellegrini e pela superintendente estadual da CNEC, Marinice Felippe.
Para o atual chefe do município, foi uma época muito difícil, “a gente carregava cimento e tijolos no carro particular da família e reformava o prédio com a ajuda dos amigos. Tenho um carinho muito grande por aquele local”, resumiu. Para ele, as pessoas mais velhas, que passaram pela perseguição da ditadura ainda sentem os reflexos da época. “Hoje vivemos em uma democracia plena e precisamos valorizar isso para que as novas gerações nunca passem por uma situação semelhante”, finalizou o prefeito.





