Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, com o objetivo de intimidar ou agredir incapazes de se defender. Essa é uma prática constante, principalmente nas escolas, e por isso está sendo feito um trabalho de conscientização sobre o tema. O Poder Legislatico participa dessa campanha e abriu sua Casa, na sexta-feira (9), para debater o fenômeno com os alunos da Escola Irmão Leo.
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A inciativa que visa informar estudantes do município sobre essa forma de discriminação, foi feita pelo psicólogo Clayton Zanella, a convite do Programa Câmara e Prefeitura Mirim.
O encontro abordou o fenômeno nos seus diversos aspectos: escolar, familiar, social, cultural, ético-legal e saúde. O foco principal do evento foi o debate, com o objetivo de despertar os alunos para que se envolvam e se comprometam com a problemática.
“Este fenômeno está sendo discutido nacionalmente, inclusive em Santa Catarina existe uma lei específica. O Bulling vem sendo praticado há muito nas escolas, principalmente, entre crianças e adolescentes”, relata Zanella. Ele informa que o fenômeno já causou suicídios, assassinatos, expulsões nas escolas e chegou uma hora que a Assembléia Legislativa tiveram que discutir uma solução.
“Chegou-se então a uma Lei Estadual 14.651 de 12 de janeiro de 2009 que institui a obrigatoriedade das escolas públicas e particulares das escolas de Santa Catarina terem um programa de combate ao Bulling, que gera consequências gravíssimas para a auto estima”, informa.
Zanella relata que antigamente apelidar uma pessoa era normal, hoje essa prática gera Boletim de Ocorrência. “Para evitar que esse fenônemo – Bulling – cause sofrimento à autoestima das pessoas as unidades escolares são obrigadas a trabalhar a prevenção em sala de aula”, acrescenta.De acordo com o psicólogo, a proposta não se limita apenas a discutir medidas pontuais, mas elaborar ações estratégicas que auxiliem a parceria escola-família a romper com a dinâmica bullying. As conseqüências são o isolamento, a queda do rendimento escolar, baixa auto-estima, depressão e pensamentos negativos de vingança.
Segundo a coordenadora da unidade escolar, Sônia Gonçalvez, existe uma preocupação do Irmão Leo em abordar o tema e erradicar o problema frequente na maioria das escolas. “Nessa palestra foram abordadas questões relacionadas ao que é o Bulling, como combater e o nosso papel na escola”,descreve.
CYBERBULLING
Prática é comum na internet
Com os avanços da tecnologia, esse constrangimento saiu das escolas onde era um lugar comum dessa prática e partiu para internet e ganhou força. A nova prática recebeu o nome de “Cyberbulling” e se infiltrou em correios eletrônicos, blogs, Orkut, Msn, etc. O agressor nesse caso, muitas vezes escondido atrás de um apelido, dissemina sua raiva e felicidade enviando mensagens ofensivas a outras pessoas. Em muitos casos, ele exibe fotos comprometedoras, altera o perfil das vítimas e incita terceiros a reforçar o ataque. O único propósito é a humilhação da vítima e isolamento daquele que é considerado mais fraco ou diferente.
ESTATÍSTICAS:
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema -seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.





