O deputado estadual Valdir Cobalchini (PMDB) defendeu, nesta terça-feira, 22, no plenário da Assembléia Legislativa, a criação, pelo Governo do Estado, de um programa de prevenção, repressão e combate às drogas. O programa, que ele chamou de “Reage Santa Catarina”, visa envolver o Governo e a sociedade numa “verdadeira guerra” ao problema.
“Uso este espaço partidário pra declarar guerra às drogas, esta chaga inscrita no corpo de nossa comunidade e que exige esforços para que seja definitivamente extirpada do seio da sociedade catarinense”, anunciou.
“Precisamos de uma ação do governo, envolvendo recursos da educação, da saúde e da segurança pública, atuando nas frentes de prevenção, repreensão e recuperação dos dependentes”, emendou.
Cobalchini defendeu o Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência (Proerd) como forma de prevenção. “Estou convencido de que em uma perspectiva de longo prazo nada poderá substituir a educação no combate ás drogas”, argumentou. Na repreensão, disse que é necessário uma ação unida entre Policias Federal, Civil e Militar, Ministério Público e Judiciário, fazendo com que os traficantes tenham a certeza da punição.
Recuperação regionalizada
O deputado propôs ainda a criação de Centros de Tratamento mantidos pelo Estado em todas as cidades sede de Secretarias Regionais. “Desta maneira, manteremos os dependentes próximos de seus familiares durante o processo de recuperação. Esta proximidade certamente aumentará nosso índice de sucesso”, salientou.
O deputado anunciou que na confecção do orçamento do próximo ano vai propor emendas que garantam os recursos para a efetiva aplicação do programa. “Não podemos esperar entrar em uma guerra como essa sem os recursos necessários para enfrentar esta bilionária e assassina indústria da droga”, assinalou. “E contando com os municípios atuando como parceiros, capilarizando o programa por todo o Estado”, completou.
Números
Em seu pronunciamento, o deputado afirmou que a Indústria da Droga movimenta mais de U$ 400 bilhões por ano. “Estima-se que existam 180 milhões de usuários de drogas no mundo. No caso da cocaína e da heroína, o preço do produtor ao consumidor é multiplicado por 2.500”, citou. Segundo a Organização Mundial de Saúde, lembrou, a dependência consome 10% do produto interno bruto de qualquer economia, em gastos com Hospitais, acidentes de trânsito e no trabalho, com a perda de produtividade.
Cobalchini disse ainda que pesquisas indicam que 22,8% da população no Brasil consome drogas, 49% das escolas estaduais têm problemas com o consumo e o tráfico de drogas segundo pesquisa feita em cinco capitais Brasileiras. “20 mil brasileiros morrem a cada ano em decorrência do consumo de entorpecentes ou de crimes relacionados ao tráfico”, enfatizou.





