3 de outubro de 2026
Impasse

Prefeitura impedida de realizar concurso público que crie novos cargos

Gastos com funcionários está acima do limite prudencial

Por Caçador Online

Os gastos com funcionários da Prefeitura de Caçador estão acima do permitido pela Legislação, o que impede que a Prefeitura possa realizar um concurso público neste momento para a criação de novos cargos. A definição foi dada pela contadora do Executivo, Claudete Leidens, que apresentou os gastos e arrecadação do município em audiência pública realizada nesta quinta-feira, 27, na Câmara de Caçador.

Um dos pontos negativos da audiência foi a pouca participação popular, apesar da extensa divulgação do evento.

De acordo com o que foi apresentado pela contadora, o município gastou com funcionários, 53,51% da arrecadação nos últimos 12 meses. O limite prudencial é de 51,3%, tendo no máximo 54%. “Estamos aguardando o município fazer as adequações ao limite. Por isso, podemos dizer que a abertura do concurso público vai demorar”, disse Claudete.

Por Lei, quando os gastos com pessoal estão acima do previsto, o poder público não pode criar novos cargos que venham a causar gastos à administração. É o caso de Caçador. “Esta explicação apenas traz à luz o que já sabíamos: que a Prefeitura ultrapassou os limites prudenciais e isso é muito preocupante”, disse o vereador Carlos Evandro Luz (PMDB), que é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que organizou a audiência.

Demissões irão acontecer
A contadora da Prefeitura informou que já estão previstas demissões para o próximo mês na Prefeitura de Caçador. Segundo ela, serão mais de 100 pessoas desligadas das suas funções, em uma tentativa de se adequar aos limites previstos.

“Além disso, o prefeito já decretou que não se paga mais férias para os funcionários, visando diminuir os gastos”, completou Claudete.

Plano de Cargos e Salários
Já sobre o Plano de Cargos e Salários, o vereador Rubiano Schmitz, que é membro da Comissão de Constituição, destacou que a Prefeitura ainda não encaminhou as modificações que seriam propostas, para adequar o projeto que está na Câmara.

“Se acaso aprovarmos este que temos em mãos, sem as modificações, iremos criar um problema ainda maior para o prefeito Saulo Sperotto, pois se elevaria os gastos com funcionários”, disse, lembrando que esse projeto é o original, sem as modificações propostas pelos vereadores. “Se o prefeito quiser que façamos isso, votamos na próxima semana. Entretanto, ele é um absurdo, um total ato de irresponsabilidade de quem nos encaminhou”, acrescentou.

O vereador disse ainda que está faltando um pouco de boa vontade por parte de algumas pessoas que auxiliam o prefeito. “Está na hora do chefe do Executivo trocar alguns dos que o assessoram, pois ele está perdendo as rédeas da administração”, emendou Rubiano.

Sobre o corte das férias dos servidores, Rubiano destacou que isso viola totalmente os direitos. “O prefeito fez uma simples portaria interna suspendendo o pagamento de férias e isso é ilegal”, afirmou.

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