3 de outubro de 2026
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Vereadores preocupados com o fechamento da ala psiquiátrica

Legislativo não tem poderes para mudar decisão tomada pelas administradoras

Por Caçador Online

Os vereadores de Caçador mostraram mais uma vez a sua preocupação com o fechamento da ala psiquiátrica do hospital Jonas Ramos. Entretanto, fizeram questão de ressaltar que não tem poderes para mudar a decisão tomada pelo grupo que administra a instituição hoje, que é particular.

Para o vereador Alcedir Ferlin (PMDB), a Prefeitura deveria tomar peito da situação e ir em busca de uma saída. “Não se pode deixar um hospital como este fechado, sendo que Caçador precisaria de mais um até”, disse.

Além disso, ele lembrou dos custos que a Prefeitura terá em deslocar os pacientes para Santa Cecília ou Curitibanos. “Acredito que não se pesou isso ainda, além, claro, do sofrimento das famílias destas pessoas”, acrescentou.

Antonio Rubiano Schmitz (PP), explicou que a Câmara não tem competência e poder suficiente para obrigar que uma empresa continue os seus trabalhos. “No caso aqui, das irmãs, não podemos fazer com que elas mudem a sua decisão, mas hoje podemos dizer que o prefeito só não mantém aberto se não quiser, pela sua proximidade com o governador Leonel Pavan”, disse, lembrando que existe a necessidade da interferência do estado, por se tratar de atendimento de média e alta complexidade.

“Espero que o prefeito Saulo Sperotto não pense usando a ideia das suas pessoas de confiança, de que o fechamento das portas do hospital vai gerar economia para o município. É preciso avaliar todos os custos de se levar os pacientes para outra cidade, além, claro, da contratação de mais profissionais para acompanhar estas pessoas”, completou Rubiano.

O vereador sugeriu que se for necessário alterar o convênio e até mesmo inserir cláusulas, ficará muito mais barato para o erário público.
 
Já Marcos Creminácio se reportou à questão da competência quanto a obrigar as irmãs a manterem a instituição aberta. “Mesmo assim, é preciso buscar uma saída e isso quem pode fazer é o Executivo”, disse.

O presidente Darci Ribeiro afirmou que esteve, juntamente com uma comissão, conversando com o prefeito e com a Promotoria Pública. “O promotor foi atencioso conosco e nos informou que já esteve reunido com as irmãs. Além disso, ele afirmou que irá buscar uma maneira de se dilatar o prazo de 7 de junho, dado por elas, por pelo menos mais três ou quatro meses, para que a situação possa ser resolvida”, acrescentou Darci.

Ainda, segundo ele, o maior problema do hospital Jonas é que todos os serviços que rendiam mais foram levados para o Maicé. “Se esse hospital estivesse trabalhando normalmente, estaria cobrindo os custos de funcionamento, mas o problema é que tudo que dava lucro foi tirado dali”, disparou.

“Se o Jonas fechar, será o pior momento para a história política de Caçador, ainda mais que depois de perder o credenciamento de hospital, é difícil funcionar de outra forma”, finalizou.

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