3 de outubro de 2026
Prefeitura

Limite prudencial pode impedir votação da Reforma

Gastos com funcionários estão acima do permitido por Lei

Por Caçador Online

Se confirmado que os gastos da Prefeitura com funcionários estão acima do limite permitido por Lei, a Reforma Administrativa pode estar impedida de ser votada pela Câmara de Caçador. A afirmação foi feita pelo vereador Alcedir Ferlin (PMDB), baseado nas informações repassadas pelo vereador Antonio Rubiano Schmitz (PP), da base do Governo Saulo Sperotto.

Segundo os dados, a Prefeitura teria gasto, no mês que passou, cerca de 54,6% da arrecadação com a folha de pagamento. Segundo a Legislação, o limite prudencial é de 51,2% a 54%. “De acordo com a Lei Complementar 101, não poderemos aprovar projeto que venha a trazer benefícios para os servidores, sob pena de respondermos futuramente, junto com o próprio prefeito”, disse Ferlin.

Ele destacou ainda que o Plano de Cargos e Salários, que ainda aguarda uma emenda da Prefeitura, não encaminhada à Câmara de Vereadores, só poderia ser analisado, de acordo com a Lei, dentro de 8 meses. “Isso se o Executivo se adequasse, com redução dos gastos com funcionários, no que tange a redução das horas-extras e dos cargos comissionados e servidores contratados”, explicou.

Para o vereador do PP, Rubiano Schmitz, a indignação é com o posicionamento adotado pela Prefeitura com relação ao projeto. “Na semana passada, eu afirmei que a emenda ao Projeto chegaria até na sexta-feira, mas infelizmente fui comunicado de que o prefeito não iria fazer isso”, informou.

Citando os gastos elevados com os servidores contratados, Rubiano afirmou que se o número não é o mesmo de antes do Termo de Ajuste de Conduta, se aproxima ou supera. “Sou vereador e tenho que cumprir a minha função aqui na Câmara. Não é porque sou da base do prefeito que tenho que concordar com o que está errado”, afirmou.

Rubiano ainda lembrou que quem fica mal falado perante a sociedade, por não aprovar os projetos, são os vereadores. “E o que o Executivo está fazendo? Nada, apenas prometendo as coisas. Ser vereador da situação está me trazendo complicações”, acrescentou.
 
O presidente da Câmara, Darci Ribeiro dos Santos (DEM), sugeriu que o secretário Nereu Baú vá até a Câmara para explicar o que realmente está acontecendo com a questão dos gastos com funcionários. “Não podemos aprovar o projeto, se a Prefeitura estiver ultrapassando o limite prudencial, mas não podemos deixar de aprovar também, por isso, temos que entender a situação”, acrescentou.

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