O prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, avaliou positivamente as viagens realizadas nesta semana para Florianópolis e Brasília, em busca de recursos para projetos várias áreas, além de verbas para auxiliar o momento delicado em que o município se encontra após as enchentes, que trouxeram grandes prejuízos nas áreas urbana e rural.
De acordo com Saulo, a Prefeitura está fazendo o máximo possível para recuperar os estragos causados pelas chuvas, visando o bom atendimento à população. "Mas para isso, são necessários recursos e é de conhecimento de todos que os municípios brasileiros estão com grandes dificuldades financeiras, devido à política de arrecadação e a concentração de renda no Governo Federal”, afirmou.
Ele ainda lembrou que, desta forma, há dificuldades até mesmo para os serviços básicos. “Quando acontecem problemas imprevisíveis como esta enchente, o município, apesar da sua estrutura, não tem os recursos necessários para fazer as adequações", acrescentou Sperotto.
Em Brasília, o prefeito esteve em gabinetes dos deputados catarinenses e em alguns Ministérios, analisando o andamento dos projetos que tramitam nas mais diversas áreas. "Nos Ministérios abordamos as ações para evitar danos de impactos ambientais, mostrando o projeto para fazer macro drenagem dos córregos, desassoreamentos, construção de galerias dentro das normas, limpezas, recuperação da mata ciliar, entre outros”, informou o prefeito.
Segundo ele, só nesta questão dos rios, são mais de R$ 13 milhões em projetos e a receita líquida do município de Caçador mensalmente é de R$ 5,5 milhões. “Não existe possibilidade do município fazer este trabalho sozinho, por isso precisa de parcerias, sendo necessário buscar os recursos e fazer as ações que estamos fazendo", diz.
Além disso, representando a Federação Catarinense de Municípios (Fecam), entidade que preside desde o início do ano, Saulo participou da Assembleia Geral Extraordinária da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O destaque das discussões foi a 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, agendada para o mês de maio, com foco na discussão sobre a regulamentação da emenda constitucional 29 – financiamento da saúde.
"Queremos que o Governo Federal cumpra com o seu papel perante os municípios, onde na maioria das vezes precisam arcar com serviços que não são de suas competências. Vamos fazer marcha a Brasília e cobrar do Congresso a regulamentação desta lei. Tanto o Governo Federal que tem a responsabilidade de investir 10% na saúde e o Estado 12%, precisam fazer sua parte, caso contrários sobrecarregam os municípios, não sobrando dinheiro para investir em outras áreas”, finalizou o prefeito.





