O descumprimento do Termo de Ajuste de Conduta por parte da Prefeitura de Caçador gerou polêmica na sessão desta segunda-feira, 1º, na Câmara de Vereadores. O vereador Alcedir Ferlin disparou críticas contra o secretário de Administração e Fazenda, Nereu Baú, que estava presente na sessão.
Ferlin lembrou que a Prefeitura se comprometeu, com o Ministério Público, a não contratar servidores antes de ser realizado um concurso público, mas que isso não aconteceu e vários já estão trabalhando novamente. “Gostaríamos que não fossem contratadas mais pessoas, apenas nos casos mais relevantes. Por isso, vamos ficar vigilantes e fiscalizar, que é o nosso papel”, completou.

O vereador Rubiano Schmitz parabenizou Ferlin, fazendo, entretanto, uma ressalva. “Sabemos que existe este TAC e que não foi mesmo cumprido pela atual administração, mas não houve tempo hábil para se realizar um Concurso Público, já que a data limite levou para o final do ano que passou e não disponibilizou de tempo para a Prefeitura se estruturar”, explicou Rubiano.
Além disso, ele foi claro na questão de que acredita que este concurso não venha a sair em março, conforme afirmou o prefeito Saulo Sperotto. “E isso por culpa de nós, vereadores, já que precisamos analisar a reforma administrativa e eu, particularmente, não me vejo em condições de fazer isso em tão pouco tempo, já que vamos tratar dos cargos e do futuro profissional de todos os servidores públicos municipais”, acrescentou Rubiano.
O vereador ainda salientou que pelas informações que tem, as contratações foram comunicadas ao Ministério Público, pela falta de tempo hábil para a realização do concurso.
O secretário Nereu Baú confirmou as informações de Rubiano, salientando que os servidores que foram contratados estão nas funções de serviços especiais, como a Saúde e o Bem-estar Social. “Fechamos o mês de janeiro com 1274 funcionários e fevereiro, com as contratações dos professores Acts, iremos encerrar com cerca de 1500 servidores, em comparação com uma Prefeitura que já chegou a ter mais de 1800 pessoas empregadas no ano de 2004”, comparou Baú.
“Os funcionários estão sendo chamados porque os serviços essenciais não podem parar. Além disso, não podemos lançar o concurso público para cargos que ainda não foram criados, que fazem parte da reforma administrativa, não votada pela Câmara”, finalizou o secretário.





