Num amplo debate promovido na sessão desta segunda-feira, 9, os vereadores de Caçador colocaram o assunto municipalização da água novamente em pauta. Atualmente, o modelo é compartilhado entre a Prefeitura e a Casan, mas a ideia do prefeito é manter os trabalhos todos pelo município.
“Se o prefeito Saulo Sperotto fizer a municipalização dos serviços, o esgoto, como o apresentado pelo vereador Rubiano Schmitz (PP), continuará a céu aberto”, disse Alcedir Ferlin (PMDB), se referindo a vídeos mostrados por Rubiano na sessão da semana passada, onde moradores do Santa Terezinha reclamaram do esgoto que corria em frente às suas casas.
Ainda, segundo Ferlin, a decisão do prefeito de municipalização é unilateral, onde não haverá condições financeiras de se manter todos os serviços. “A Prefeitura não vai ter como fazer isso, já que tem diversas dívidas e precisa pagar”, completou.
Ferlin salientou que a partir de dezembro, a Casan já se comprometeu a repassar R$ 500 mil mensais em investimentos em Caçador. “O prefeito deveria esperar o vice-governador, Leonel Pavan, que é do partido dele, assumir o Governo, o que acontecerá no início do ano que vem, para então decidir alguma coisa”, acrescentou o vereador.
Rubiano rebateu as afirmações de Ferlin ao afirmar que o município já confiou por muito tempo na Casan. A empresa tem a concessão dos serviços de água e esgoto há 35 anos. “O município teria sim, capacidade de investir nos serviços. Hoje, a arrecadação da Casan em Caçador chega a R$ 650 mil por mês. Disso, sobraria aproximadamente R$ 300 mil, o que daria R$ 3,6 milhões em um ano”, argumentou, completando com a conta de que em 10 anos, isso daria R$ 36 milhões e, em 20, R$ 72 milhões.
“Atualmente, o município não tem essa arrecadação, mas passará a ter com a municipalização”, explicou Rubiano.





