Objetivo foi analisar o processo que tem como foco planejar o crescimento ordenado de Caçador
Através de solicitação da Câmara Municipal de Caçador, membros da empresa GeoMais, vencedora da licitação para fazer o trabalho de geoprocessamento em Caçador, apresentaram os procedimentos e a importância deste projetos para o crescimento ordenado de Caçador.
Atualmente, não há na Prefeitura informações precisas sobre a evolução do planejamento urbano em nossa cidade. “Com esse estudo teremos informações precisas, como mapeamento da cidade, cadastramento. Se trata de uma evolução do planejamento urbano. Teremos fatores como drenagem, pavimentação em escala real”, coloca Karina Pompermayer, diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Caçador.
Segundo a apresentação dos técnicos do GeoMais, Emerson de Melo e Rafael Thiesen, os dados de Caçador serão coletados em dois momentos. “Primeiro ser feito um trabalho de Restituição Fotogramétrica de quadras, lotes, pavimentação, vegetação, hidrografia entre outros para, a partir disso, montar um mapa”, diz Emerson.
No segundo momento, técnicos percorrerão cada imóvel de Caçador, in loco, para fazer a medição. “Isso irá envolver 100% da população local. Com isso será gerada uma planta de quadra onde vamos comparar os dados de quadras antigas que a Prefeitura tem com as informações novas”, explicou Thiesen.
A intenção é atualizar os dados da Prefeitura, porém ao contrário de que a maioria da população pensa, essas informações não estão sendo coletadas exclusivamente para a cobrança de IPTU. “Não é só isso. O imóvel que estiver cadastrado 100% legal não sofrerá nenhum impacto. Já aqueles que não tiverem o projeto 100% regularizado sofrerão o reajuste de IPTU. Como disse o vereador Alcedir Ferlin, se trata de uma justiça tributária”, salienta Karina.
Lei de Zoneamento
Tramita na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei Complementar 22/2009 que trata do Zoneamento, uso e ocupação do solo do Município de Caçador. A relação entre este projeto e o geoprocessamento se dá no contrato de cadastro multifinalitário, uma das ferramentas do Plano Diretor.
“O objetivo disso é agilizar o processo de contadores, arquitetos, engenheiros e o cidadão para que, através do material coletado no geoprocessamento, as pessoas que desejam construir possam ter as informações de viabilidade em casa, em sistema on line”, reforça a diretora do IPPUC.
Hoje, essa consulta precisa ser feita na Prefeitura e tem o prazo legal de 5 dias.





