A novela interna do PP ainda promete mostrar mais um capítulo nesta semana. Mesmo assim, na reunião entre a Executiva do partido e o Diretório na noite desta quarta-feira, 23, dois acontecimentos foram marcantes para a continuidade dos trabalhos.
O então presidente, Itacir Fiorese, o Fically, entregou a sua carta deixando o cargo que ocupa há poucos meses à frente da sigla. No seu lugar, assume o vice-presidente, Antonio Rubiano Schmitz. No mesmo evento, o ex-candidato a vereador, Adriano Pares, que fez mais de 500 votos pelo PP, fez a entrega um documento pedindo a sua desfiliação do partido.

A reunião, entretanto, que contou com o convite do então presidente para a participação da imprensa, tinha por objetivo definir se o PP permaneceria na Administração. “Não gostei da forma como o prefeito Saulo Sperotto agiu para as demissões das pessoas do nosso partido. Foram feitas as dispensas sem nos consultar em momento algum e por isso, vou deixar este cargo”, afirmou Fically.
Segundo o presidente, a contenção de gastos é necessária, mas não poderia ter sido feita da forma como foi. “Tenho um grande exemplo que é o Adriano Pares, que eu mesmo filiei ao partido e que nem mesmo fui informado sobre a sua exoneração”, defendeu Fically.

Além disso, Fically salientou que as cobranças sempre sobram sobre o presidente, mas que neste caso, da demissão, não houve aviso.
O assessor jurídico da Prefeitura, Magnus Caramori, afirmou que a Executiva fez os membros do diretório de “palhaços”, ao convocar um encontro e a desfiliação e a desistência do presidente estarem efetivadas.
Decisão somente na sexta-feira
Entretanto, a decisão de Fically deixar a presidência do partido deverá ser oficializada apenas na sexta-feira, em novo encontro entre a Executiva e o deputado Odacir Zonta. O pedido foi feito pelos partidários na reunião desta terça-feira.
Saída da Administração
Quanto à saída da Administração, a maior parte do Diretório do PP decidiu por isso não acontecer. De acordo com o assessor jurídico da Prefeitura, Magnus Caramori, esta não é uma boa atitude no momento. “As demissões aconteceram porque foram necessárias. Não concordo que nossos companheiros tenham que trabalhar em uma sala apertada e sem infraestrutura alguma”, afirmou. Magnus, por sinal, foi a única pessoa a banir a presença da imprensa no encontro, afirmando que tratava-se de uma reunião interna do partido.
Já o vice-prefeito, Lucir Christ, defendeu a união do PP, para não entregar o governo na mão da Oposição. “O único partido que será prejudicado é o nosso”, afirmou.
Ardelino Grando, um dos mais antigos integrantes do PP, fez questão de afirmar que o problema não era do partido, mas sim pessoal, uma mágoa do presidente Fically. “É preciso repensar a atitude que está sendo tomada neste ato. Não se deve tomar uma postura como esses vereadores estão tomando agora”, completou.
Para o vice-presidente Rubiano Schmitz, nunca na história do PP houve uma reunião com tantas pessoas como a desta quarta-feira. “O que se nota é que, não importando a decisão do diretório, o partido é quem mais ganhou com este encontro”, completou.





