Um cão comunitário foi atingido por mais de 30 disparos de arma de pressão em Caçador. O animal, cuidado há aproximadamente dez anos por moradores da rua Blumenau, no bairro dos Municípios, começou a apresentar dificuldades para caminhar nesta semana. Ao procurar atendimento veterinário, os responsáveis descobriram, por meio de uma radiografia, a presença de diversos projéteis no corpo do cachorro, um deles próximo a uma articulação.
O animal, que é chamado de “Amigo”, vive em uma área cedida por uma moradora, onde os vizinhos organizaram um espaço para acolher cães em situação de rua. O local, chamado de “cão-domínio”, não é uma ONG ou entidade formal, mas uma iniciativa comunitária para oferecer abrigo, alimentação e cuidados aos animais.
Segundo a moradora Vanessa Muniz, os cães recebem diariamente comida, água limpa e carinho. A comunidade também contribui com doações de ração, medicamentos e casinhas. Os animais são conhecidos na região e, conforme os relatos, convivem tranquilamente com os moradores.Nesta semana, ao perceberem que o cão estava com dificuldades para se locomover, os vizinhos decidiram levá-lo a uma clínica veterinária, onde foi realizada a radiografia que identificou os projéteis.
A situação também levantou a suspeita de que outro cão comunitário esteja enfrentando um problema semelhante, já que apresenta dificuldades em uma das patas. A possível relação entre os casos ainda precisa ser esclarecida.
Moradores pedem ajuda para identificar responsável
Os responsáveis pelos animais informaram que já estão em contato com a polícia e pedem que qualquer pessoa que tenha informações sobre os disparos procure as autoridades. A intenção é contribuir para a identificação do responsável e para a apuração dos fatos.
A moradora ressalta que a iniciativa do cão-domínio surgiu diante da presença de cães em situação de rua e da dificuldade de encontrar vagas para acolhê-los. Ela reconhece que a questão envolve saúde pública e que a responsabilidade pelo manejo desses animais exige atuação do poder público, mas explica que os vizinhos decidiram agir para garantir condições mínimas de cuidado.
O pedido da comunidade é que, mesmo diante de opiniões diferentes sobre a presença de animais nas ruas, não haja violência contra eles.
“Você pode não entender, mas que não façam mal aos bichinhos”, é o apelo dos moradores, que buscam manter o espaço como um ponto de proteção e cuidado para os cães da região.








