22 de outubro de 2026
Saúde

Caçadorense com Febre do Nilo Ocidental recebe alta hospitalar

Brasil soma quatro casos confirmados de Febre do Nilo Ocidental este ano

Por Caçador Online

São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 24, os 2 primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental. O local das infecções ainda é desconhecido. Uma paciente de 34 anos viajou à Amazônia e está recuperada. A outra, de 18 anos, segue internada enquanto o estado investiga os locais de infecção.

O vírus é transmitido por mosquitos do gênero Culex que picaram aves infectadas. Os seres humanos não são a principal fonte de transmissão para os mosquitos.

Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas. Casos graves são menos comuns, mas podem atingir o sistema nervoso e causar encefalite ou meningite.

O diagnóstico é difícil pois exames podem apresentar reação cruzada com a dengue. A vigilância da doença deve incluir o monitoramento de animais e mosquitos.

Também nesta segunda, a Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a primeira morte pela doença no estado.

A vítima era uma mulher de 77 anos, de Imbituba, município do litoral sul. Um homem de 56 anos, de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, também teve a doença, mas já recebeu alta.

Com isso, o Brasil soma em 2026 quatro casos confirmados de Febre do Nilo Ocidental — dois em São Paulo e dois em Santa Catarina — e um caso provável no Piauí, segundo o Ministério da Saúde.

Como a Febre do Nilo Ocidental é transmitida?

A doença é causada pelo vírus do Nilo Ocidental, transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.

Esses mosquitos adquirem o vírus ao picar aves infectadas, que têm papel central na manutenção do vírus na natureza.

"O ser humano é considerado um hospedeiro acidental. Isso significa que ele pode ser infectado pela picada do mosquito, mas não desenvolve uma quantidade de vírus no sangue suficiente para infectar novos mosquitos e manter a cadeia de transmissão", acrescenta a infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O ciclo ocorre principalmente assim:

- aves infectadas carregam o vírus;

- mosquitos picam essas aves e também se infectam;

- os mosquitos transmitem o vírus para outras aves;

- humanos e cavalos podem ser infectados de forma acidental.

Assim, diferentemente do que acontece em algumas outras arboviroses, os seres humanos NÃO são a principal fonte do vírus para os mosquitos.

“Quem é mesmo a fonte do vírus para o mosquito são as aves. Então, aves infectadas infectam mosquitos, principalmente o Culex, e esses mosquitos infectam outras aves. Humanos e equinos são infectados incidentalmente”, explica Araújo.

Justamente por isso, quando surge um caso humano, a investigação não se limita aos pacientes.

Também é importante acompanhar a presença do vírus em aves, cavalos e mosquitos da região.

Quando aparecem, as manifestações mais comuns costumam ser pouco específicas.

Entre os sintomas possíveis estão:

- febre;

- dor de cabeça;

- mal-estar;

- dores no corpo;

- náuseas e vômitos;

- manchas na pele.

Esses sintomas podem se parecer com os de outras infecções muito mais frequentes no Brasil, como dengue, zika e chikungunya.

Essa semelhança, somada ao fato de que a maioria das infecções pelo vírus do Nilo Ocidental não provoca sintomas, pode dificultar a identificação dos casos e contribuir para um possível subdiagnóstico da doença no país.

Quais sintomas chamam atenção?

Os casos mais graves são menos comuns, mas podem atingir o sistema nervoso central e provocar encefalite, meningite e outros comprometimentos neurológicos.

Entre os sinais que devem entrar na avaliação médica estão:

- confusão ou desorientação;

- alteração do nível de consciência;

- convulsões;

- fraqueza muscular importante;

- paralisia flácida, com perda de força e do tônus dos músculos.

Esses sintomas, contudo, também podem ocorrer em outras doenças. Por isso, a presença deles não significa automaticamente que o paciente tenha Febre do Nilo Ocidental.

Com informações: NSC

Mais notícias