Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Sesi em
Caçador iniciaram uma corrente de solidariedade que levará conforto e
acolhimento a crianças em tratamento oncológico no Hospital Infantil Joana de
Gusmão, em Florianópolis.

A iniciativa resultou na produção de 190 lanternas
inspiradas em uma tradição tailandesa que simboliza deixar para trás momentos
difíceis e renovar a esperança.
Também foram confeccionados 160 pares de pantufas para
proporcionar mais conforto aos pacientes durante o tratamento.
O projeto mobilizou estudantes, familiares, costureiras
voluntárias e uma indústria, unindo educação, voluntariado e responsabilidade
social.
Corrente de solidariedade
- 190 lanternas produzidas por estudantes da EJA
- 160 pares de pantufas confeccionados por costureiras voluntárias
- famílias ajudando na montagem dos kits
- materiais doados pela indústria têxtil Maria Emília
- doações para entregar a crianças em tratamento oncológico
Produção começou em março deste ano; entrega para crianças
internadas está prevista para agosto
Como são feitas as lanternas
As lanternas são confeccionadas com vidros de conserva
reutilizados, luzes de LED e sisal. A produção começou em março e envolveu
estudantes da EJA em um trabalho com divisão de tarefas.
O hospital Joana de Gusmão foi escolhido por oferecer
tratamento oncológico. Das 190 lanternas, 30 serão entregues no Hospital Maice,
de Caçador.
Como surgiu a ideia
As lanternas já haviam sido produzidas em 2024 e 2025,
quando estudantes da EJA foram convidados a lançá-las no Rio do Peixe em uma
atividade de reflexão e superação de momentos difíceis.
Em 2026, a proposta passou a abordar também a consciência
ambiental, já que as luzes de LED utilizadas nas peças precisam ser recolhidas
posteriormente para evitar a poluição do rio.
Neste contexto, a professora Daiane Xumadelo percebeu a
oportunidade de dar mais propósito ao projeto, direcionando as lanternas para
crianças em tratamento oncológico.
Costureiras e indústria entram em ação
A ação foi ampliada quando uma estudante da EJA, que
trabalha na indústria têxtil Maria Emília, identificou a oportunidade de
envolver a empresa no projeto.
A indústria doou os materiais utilizados nas pantufas,
enquanto costureiras da empresa assumiram voluntariamente a produção das peças
após o expediente de trabalho. A fabricação começou em junho.
Saiba mais sobre a EJA do Sesi/SC
A EJA do Sesi/SC leva educação básica a pessoas que não
puderam concluir os estudos na idade regular. Criada em 1999, já contribuiu
para a formação de mais de 100 mil pessoas em todo o estado.
