3 de outubro de 2026
Frio e vento

Região deverá ter temperaturas negativas e vento de até 65 km/h

Meio-Oeste e SC estarão sob efeito de um incomum ciclone subtropical; há chance de neve e chuva congelada

Por Caçador Online

Os meteorologistas preveem que desta terça-feira, pelo menos até a próxima sexta-feira, 20, a região Meio-Oeste catarinense entre outras regiões de Santa Catarina, sofrerão os efeitos de um fenômeno incomum, associado à massa de ar polar um ciclone subtropical.

Chuva congelada

Além de temperaturas negativas e sensação térmica que pode atingir até - 10°C, as rajadas podem atingir velocidades em torno dos 65 km/h no Oeste, Meio-Oeste e Planalto Norte.

Mas tem localidades que as rajadas podem atingir velocidades acima dos 100 km/h nos pontos mais altos da Serra, ficando em torno de 90 km/h no Litoral Sul, Grande Florianópolis e áreas próximas.

No Alto e Médio Vale do Itajaí chega aos 75 km/h e na região de Laguna e Jaguaruna, no Sul do Estado, as rajadas podem variar de 110 km/h a 120 km/h.

Os fortes ventos podem provocar transtornos como queda de energia, queda de árvores e destelhamentos, sobretudo, na quarta.

Em várias regiões, a Defesa Civil se prepara para eventos extremos, fazendo cortes de árvores em locais que podem oferecer riscos, como próximos de residências e redes de energia elétrica.

Neve e chuva congelada

A manhã desta terça-feira, 17, foi marcada pela chegada da neve e chuva congelante na serra catarinense, mais propriamente em Urupema, Urubici e São Joaquim.

Ainda que em menor intensidade, os serviços de meteorologia informam que também existem chances dos fenômenos ocorrerem nas áreas mais altas da região Meio-Oeste, onde se inserem municípios como Fraiburgo (1.048m), Santa Cecília (1.100m), Curitibanos (987m), Lebon Régis (980m), Timbó Grande (925m), Calmon (1.200m), Matos Costa (1.220m) e até mesmo Caçador (920m), dentre outros.

Confira a diferença entre os fenômenos, de acordo com a Epagri/Ciram:

Neve

Neve é a precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, formados pelo congelamento do vapor d´agua suspenso na atmosfera. “Esses cristais têm uma forma bem característica, em geral de forma hexagonal, e complexamente ramificados”, explica a meteorologista da Epagri, Gilsânia Cruz.

Chuva congelada

A chuva congelada normalmente antecede a precipitação de neve e é semelhante a um granizo pequeno, que cai e salta, fazendo até barulho, às vezes. O formato do “gelinho” que cai é diferente da neve.

Chuva congelante

A diferença entre a chuva congelada e a chuva congelante é a forma como a precipitação chega ao solo. “Enquanto a chuva congelada chega, normalmente, em estado sólido, a chuva congelante é a chuva que descongela na atmosfera, mas volta a congelar assim que toca o solo”, diz Gilsânia.

Neve granular

É menor do que a neve tradicional e é formada por “grãos” muito pequenos, com diâmetro geralmente inferior a 1 milímetro. Pelo tamanho, esses grãos normalmente são levados pelo vento e, por isso, dão a impressão de chuva.

Geada branca

A geada branca, que congela a parte superficial das plantas, é observada com frequência em diversas regiões de Santa Catarina durante as estações mais frias. Ela se forma associada a temperatura baixa, ausência de nuvens e baixa umidade do ar. “Quando a temperatura do solo cai acentuadamente no período noturno, aproximando-se de 0°C, as gotas de orvalho congelam, formando o fenômeno”, explica Gilsânia. Nesse caso, a temperatura do ar não precisa chegar a 0°C: abaixo de 4°C já pode ocorrer formação de geada, mas, quanto menor for a temperatura, mais intenso será o fenômeno.

Geada negra

É um tipo de geada muito mais prejudicial para a agricultura, pois congela a parte interna das plantas, queimando a seiva. Ela se forma associada a temperatura baixa, ar seco e vento moderado a forte. Pode ocorrer a qualquer hora do dia.

Sincelo

É um fenômeno associado a dias com nevoeiro, quando a temperatura varia de -2°C a -8°C. Ele resulta do congelamento das gotículas de água ao tocar a superfície, formando cristais de gelo. É mais fino que a geada. “No Brasil, a ocorrência do sincelo é incomum. Ele é mais observado em Santa Catarina, nos municípios de Urubici, Urupema e São Joaquim”, conta a meteorologista da Epagri.

Granizo

O granizo é um tipo de precipitação, como a chuva e a neve, que cai em forma de gelo.  “O fenômeno se forma em nuvens do tipo cumulonimbus, com desenvolvimento vertical, com correntes de vento convectivas ascendentes muito velozes”, diz Gilsânia. A velocidade do vento leva a água com rapidez para as partes mais frias da nuvem (abaixo de 0°C), causando o congelamento. Quanto mais forte for o transporte da água dentro da nuvem (chamado de turbulência), maiores serão as pelotas de gelo precipitadas. Pelotas de gelo com tamanho de até 5 milímetros são chamadas de granizo e, acima disso, de saraiva.

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