O júri popular de Douglas Savi Mundi, 21 anos, encerrou na madrugada desta sexta-feira, 6, com a condenação do réu a 17 anos, 5 meses e 15 dias de reclusão em regime inicialmente fechado. A sentença, lida pela juíza Viviane Speck de Souza às 2h30, desqualificou os dois homicídios consumados, confirmando duas lesões corporais seguida de morte, duas tentativas de homicídio e porte ilegal de arma.
De acordo com a sentença, algumas atenuações na pena foram consideradas pelo réu ser menor de 21 anos na época do crime. A testemunha Émerson Amâncio da Silva, 18 anos, que assumiu a autoria dos disparos, vai ser indiciado por falso testemunho. “O Conselho de Sentença desconsiderou essa tese tanto que confirmou o Douglas como autor dos delitos. O Émerson foi preso em flagrante porque mentir em plenário é crime”, explica a juíza.
“Foi um júri bastante intenso, cinco crimes analisados, debates acalorados, mais de 17 horas, mas ocorreu dentro da normalidade. Gostaria de agradecer a presença da comunidade, isso mostra que as pessoas estão interessadas pela Justiça e pelo nosso trabalho”, finaliza.
Relembre o caso
Três masculinos foram baleadas na noite do dia 7 de maio de 2007, por volta das 23h11, na Avenida Salgado Filho. Eles caminhavam pela calçada, próximo ao Supermercado Cereal, quando foram surpreendidos por um Fiat Palio, cujos ocupantes dispararam cinco tiros de dentro do veículo.
José Nataniel de Souza Mota, de 21 anos, morreu na hora. Cristiano André Mazzurana, 24, veio a óbito 20 dias depois no hospital. Outra vitima, um menor de 15 anos foi baleado na perna.





