3 de outubro de 2026
1 ano

Júri de duplo homicídio na Av. Salgado Filho é suspenso

Depois de horas verificou-se a ligação de uma das juradas com a defesa do réu

Por Caçador Online

O julgamento de Douglas Savi Mundi, acusado de matar duas pessoas a tiros na Av. Salgado Filho no dia 7 de maio de 2007, foi suspenso na tarde desta quarta-feira, no Fórum de Justiça de Caçador. Depois de horas de depoimentos, que iniciaram às 9h, por volta das 16h a juíza Viviane Speck de Souza foi informada de que uma das sete juradas tinha ligação com a defesa do réu.

Douglas Savi Mundi

Diante da situação, a juíza optou pela suspensão do Júri, tendo em vista que a jurada citada não poderia exercer seu voto com imparcialidade. Vinte e um novos jurados serão sorteados nesta quinta-feira, 8, às 14h para um novo julgamento marcado para dia 5 de junho. De acordo com a juíza, os trabalhos realizados até o momento da suspensão foram anulados. 

Depoimentos marcados por novas versões

Versões novas dos fatos marcaram os depoimentos do Júri até o momento em que foi suspenso. O réu, Douglas Savi Mundi, que havia confessado a autoria do crime na Polícia, negou diante da Justiça. Por outro lado, a testemunha Émerson Amâncio da Silva, 18 anos, assumiu a autoria dos disparos. Até então ele tinha negado a participação em outros dois depoimentos.

Testemunha de defesa assumiu a autoria dos disparos diante do Júri

Outra novidade revelada por Silva foi a presença de quatro pessoas dentro do veículo Fiat Palio de onde saíram os disparos.

Relembre o caso

Três masculinos foram baleadas na noite do dia 7 de maio, por volta das 23h11, na Avenida Salgado Filho. Eles caminhavam pela calçada, próximo ao Supermercado Cereal, quando foram surpreendidos por um Fiat Palio, cujos ocupantes dispararam cinco tiros de dentro do veículo. 

José Nataniel de Souza Mota, de 21 anos, morreu na hora. Cristiano André Mazzurana, 24, veio a óbito 20 dias depois no hospital. Outra vitima, um menor de 15 anos foi baleado na perna.

O acusado, Douglas Savi Mundi, está detido no presídio regional de Caçador há 10 meses. O advogado Ismael Figueiredo solicitou a liberação do réu devido o depoimento inesperado da testemunha que assumiu a culpa. A juíza ficou de analisar o pedido do advogado na quinta-feira, segundo o próprio advogado.

Matéria alterada às 23h29 de 7/5, para inclusão de informações.

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