25 de outubro de 2026
Exemplo

Palestra da major Elza lota Teatro do Contestado

Explanando “O Brasil na 2ª Guerra”, Elza Medeiros, deu exemplo de patriotismo

Por Núcleo de Imprensa da UnC

Explanando “O Brasil na 2ª Guerra”, Elza Medeiros, deu exemplo de patriotismo

A veterana Elza Cansanção Medeiros, 86 anos, primeira brasileira a se apresentar como voluntária, na Diretoria de Saúde do Exército, para lutar na Segunda Guerra Mundial, proferiu palestra nesta segunda-feira, dia 26 de maio, no Auditório da UnC-Caçador sobre o tema: O Brasil na 2ª Guerra Mundial. Exemplo de patriotismo, major Elza evidenciou a verdadeira história dos brasileiros no conflito, ressaltando valores humanos jamais vistos em outra nação.

A palestra, assistida por acadêmicos e comunidade em geral, foi resultado da parceria firmada entre a UnC-Caçador e o Exército Brasileiro, através do 5° Batalhão de Engenharia de Combate Blindado (5° Bec Bld) Batalhão Juarez Távora, de Porto União.

Antes da palestra, a major Elza e presidente da UnC-Caçador, Dr. Luiz Eugênio Rossa Beltrami, receberam a imprensa para uma coletiva. Na ocasião, Beltrami salientou que a visita da major Elza é o primeiro passo de uma parceria que trará outros frutos.

Em uma entrevista descontraída e rica em detalhes históricos, a major Elza falou sobre o orgulho de divulgar a Força Expedicionária Brasileira e de ser útil para os jovens, no sentido de relatar a verdadeira história da Guerra.

Exemplo de dedicação à História, ao Exército e ao Brasil
Embora sonhasse em lutar na linha de frente, a major Elza teve que se conformar em seguir como uma das 73 enfermeiras no Destacamento Precursor de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, uma vez que o Exército Brasileiro, à época, não aceitava mulheres combatentes.

Com os pais, alagoanos, aprendeu a atirar, ainda na adolescência. Com as governantas alemãs que serviram a sua família na Copacabana da década de 1930, aprendeu Música e idiomas. Por indicação de Arnon de Mello, pai do presidente Fernando Collor de Mello, ingressou na Associação Brasileira de Imprensa. Estreou, com Fernando Torres e Nathalia Timberg, no Teatro Universitário, com a peça Dama da Madrugada. Formou-se na Escola de Enfermeiras na Cruz Vermelha, em samaritana.

Durante o conflito, trabalhou nos hospitais de evacuação na Itália, distante do front, em turnos de 12 horas, nenhum soldado tendo falecido em seus braços. Atuou como Oficial de Ligação e Enfermeira-chefe no 7th. station Hospital, em Livorno. Com o fim do conflito, foi dispensada logo após o retorno ao país, vindo a trabalhar no Banco do Brasil.

Em 1957, as mulheres foram reconvocadas, podendo vir a ser militares de carreira. Dona Elza retornou prontamente, continuando a trabalhar como Enfermeira. Mesmo tendo trabalhado no Serviço Nacional de Informações (SNI), jamais pensou em abandonar a carreira militar.

Formou-se em Jornalismo, História das Américas, Psicologia, Parapsicologia, Turismo e Relações Humanas. Com conhecimentos de mecânica, escultura, pintura e tapeçaria, deu a volta ao mundo duas vezes, esteve na Antártida em 1972, aprendeu a pilotar ultraleves aos 70 anos de idade e foi motociclista durante 10 anos. Fundou e dirigiu duas revistas e assinou várias colunas em jornais do Rio de Janeiro e de Recife, tendo escrito três livros sobre a sua participação na Segunda Guerra.

Apresentou ainda inúmeros trabalhos em congressos de medicina militar, com especial destaque para as sugestões para a criação de um Corpo Auxiliar Feminino para as Forças Armadas, base para a abertura das Forças Armadas do Brasil à participação das mulheres.

Membro da Academia Alagoana de Cultura, atualmente, dedica-se à preservação da memória fotográfica da FEB. É a mulher mais condecorada do Brasil, com 43 medalhas, entre as quais:

Ordem do Mérito Militar - Grau Cavaleiro – 1979
Medalha da Ordem do Mérito Militar - Promovida a Oficial em 1989
Medalha de Campanha da Força Expedicionária Brasileira
Medalha do Mérito Tamandaré – Ministério da Marinha
Meritorius Service United Plaque - Exército Americano - USA – 1944
Medalha de Guerra –1945
Medalha do Soldado Polonês Livre
Medalha Ancien Combatant du Tatre du Operacion du L’Orope – França. (Única mulher a receber).
Duas medalhas polonesas e uma medalha italiana
 
É autora dos seguintes livros:
Nas Barbas do Tedesco  (esgotado)
E Foi Assim Que A Cobra Fumou (3ª edição)
Dicionário de Alagoanês (2ª edição)
Eu Estava Lá
1... 2... Esquerda... Direita... Acertem o Passo
Está produzindo o livro: Mulher- Alicerce de uma Pátria Forte, com biografias de heroínas e pioneiras

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